Deputada ameaça usar Lei Maria da Penha contra Erika Hilton
Socorro Neri (PP-AC) acusou a deputada do PSOL de insuflar militantes de esquerda que acompanhavam a reunião
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados protagonizou, nesta quarta-feira (8), novas cenas de embates entre deputadas da oposição e a presidente do colegiado, Erika Hilton (PSOL-SP). Um grupo de parlamentares tentou aprovar uma moção de repúdio à eleição da parlamentar para a chefia do colegiado.
Deputadas da oposição se revezaram em discursos e criticaram postagens nas mídias sociais da congressista do PSOL, além de dizerem que mulheres se sentiram ofendidas com algumas das publicações.
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Entre os conteúdos mencionados estava um no qual Erika se referia às críticas que recebe na internet como ditas por “imbeCIS”. Para as parlamentares da oposição, as letras maiúsculas faziam a publicação atingir, também, mulheres cisgênero — pessoas com identidade de gênero correspondente ao sexo biológico atribuído no nascimento.
Em meio a discussões acaloradas, a deputada Socorro Neri (PP-AC) ameaçou usar a Lei Maria da Penha — que pune a violência doméstica e familiar contra mulheres — contra Erika Hilton. A lei também pode ser aplicada para proteção de vítimas que sejam mulheres trans.
“A senhora grita e parece que vai partir para uma agressão. Se vier para cima de mim, para me enfrentar, vamos procurar a Lei Maria da Penha, porque a senhora tem a força de um homem”, afirmou Socorro Néri.
A deputada do PP ainda acusou Erika de insuflar pessoas da esquerda que acompanhavam a reunião da comissão. “Sua fala agressiva incita a militância contra nós deputadas que não concordamos com seu posicionamento. Enquanto mulher, a senhora não me representa”, completou a parlamentar do Acre.
Ameaças de morte
Após ouvir uma sequência de críticas, Erika Hilton deixou a cadeira de presidente e se dirigiu à bancada de integrantes da comissão para rebater as declarações. A parlamentar de São Paulo ressaltou que participa das reuniões da comissão desde que tomou posse como deputada federal, em 2023.
Erika acrescentou que boa parte das deputadas que a criticam agora nunca haviam aparecido para discutir projetos na comissão e explicou que as postagens divulgadas nas mídias sociais não se referiam às mulheres, muito menos às parlamentares que a atacaram.
“[As mensagens são] para essas pessoas que vão para as redes sociais e me ameaçam de morte, que dizem que vão arrancar a minha cabeça, que dizem que não mereço estar no Parlamento. Foi para todo esse esgoto, esgoto da sociedade”, destacou Erika.
Ofensa de visitante
Um tumulto entre parlamentares e pessoas que acompanhavam o bate-boca levou à interrupção da sessão. Um visitante ofendeu a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), e o deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) reagiu; aproximou-se do homem, derrubou o celular que ele segurava e exigiu a saída dele do Congresso Nacional.
Em um primeiro momento, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) argumentou que não tinha competência para impedir o acesso de um cidadão à Câmara dos Deputados, mas, diante da escalada da confusão, acionou o Depol (Departamento de Polícia Legislativa) para intervir.
O visitante acabou retirado da comissão, e a sessão teve de ser encerrada, por iniciativa da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), para que os parlamentares acompanhassem Clarissa Tércio no registro do boletim de ocorrência.
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