Deputados querem urgência para projeto de socorro aos setores de eventos e turismo no RS
Pedido de urgência para proposta que socorre setores impactados pelas chuvas tem cerca de 400 assinaturas para ir direto ao plenário
Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

A Câmara dos Deputados pode acelerar a tramitação de um projeto de lei que socorre os setores de eventos e turismo impactados pelas chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. O requerimento de urgência da proposta tem cerca de 400 assinaturas para a votação direto no plenário. Se o regime de urgência for aprovado, a proposta não precisará passar pelas comissões. A tragédia climática no estado matou 151 pessoas, segundo a atualização mais recente da Defesa Civil local.
Entenda o tamanho da enchente em comparação com algumas cidades
A proposta é do deputado federal Marcel Van Hattem (Novo/RS) e possibilita a remarcação de serviços, reservas e eventos adiados, nos mesmos moldes do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para socorrer as empresas do setor durante a pandemia de Covid-19.
Tragédia no Rio Grande do Sul
Luce Costa/Arte R7
O autor do Perse e presidente das Frentes Parlamentares em Defesa do Turismo e da Cultura, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), comentou a importância do projeto para enfrentar a crise no Rio Grande do Sul.
“A tragédia que acompanhamos no Rio Grande do Sul vai causar mais danos ao estado do que a pandemia de Covid-19. É hora de unirmos esforços, mesmo sendo de campos opostos para ajudar na recuperação econômica do estado que é um dos principais polos turísticos do Brasil. Precisamos agir rapidamente para tentar minimizar os efeitos causados pelas chuvas intensas”, disse.
Tragédia no RS vai impactar no PIB
O PIB (Produto Interno Bruto) nacional pode cair de 0,2 a 0,5 ponto percentual por causa da tragédia no Rio Grande do Sul, segundo economistas ouvidos pelo R7. Investimentos do governo, que devem chegar a R$ 50 bilhões, devem ajudar amenizar a queda, de acordo com os especialistas. O estado representa cerca de 6,5% da economia do país.
































