Brasília Desemprego cai para 15,7% no DF e atinge 260 mil, diz Codeplan

Desemprego cai para 15,7% no DF e atinge 260 mil, diz Codeplan

Estudo divulgado nesta terça-feira (30) mostra que 36 mil postos de trabalho foram abertos no último ano na capital federal

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Pessoa abrindo uma Carteira de Trabalho

Pessoa abrindo uma Carteira de Trabalho

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O desemprego encolheu no Distrito Federal em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O índice, divulgado nesta terça-feira (30) pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), passou de 18,2% para 15,7%, atingindo 260 mil pessoas.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) considera os moradores do Distrito Federal a partir de 14 anos que foram incorporados ou excluídos do mercado de trabalho. O estudo mostra que, apesar de 36 mil postos de trabalho terem sido abertos no período, 5.000 indivíduos deixaram de fazer parte da população economicamente ativa (PEA), o que representa uma variação de 1,6% em um ano.

"O ascenso da ocupação faz com que o desemprego decaia de maneira bastante importante", pondera a economista Lucia Garcia. Todos os setores econômicos tiveram aumento, em um ano, na demanda por trabalhadores, sobretudo a construção civil (13,9%) e  a indústria (6,5%).

Mais informais

Em julho, no setor privado, houve a demissão de 7.000 trabalhadores assalariados com carteira assinada. No entanto, a queda foi compensada pela contratação de 3.000 trabalhadores informais, além da inserção de 1.000 autônomos e 1.000 servidores públicos.

Queda na renda

Ao longo dos últimos 12 meses, a renda média dos ocupados e assalariados está em declínio no DF. Os salários diminuíram 4,3% no setor privado e 3% no público. "[A renda] é importante para o dinamismo, a condição de vida. O mercado de trabalho está muito ligado às condições socioeconômicas gerais da população", afirma Garcia. 

Inativos

Aposentadoria (37,5%), afazeres domésticos (22,9%) e estudo (22,2%) foram algumas das justificativas entre os inativos que explicam o motivo de terem ficado de fora do mercado de trabalho. Essa parcela da população a partir de 14 anos que não está ocupada ou desempregada soma 921 mil pessoas.

Últimas