Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

DF envia equipamento ao Rio para buscas de bimotor que caiu no mar

CBMDF mandou sonar e equipe de mergulhadores para Paraty. Copiloto e passageiro estão desaparecidos desde o último dia 24

Brasília|Priscila Mendes, do R7, em Brasília

  • Google News
Sonar de varredura e mergulhadores do DF foram enviados para Paraty (RJ)
Sonar de varredura e mergulhadores do DF foram enviados para Paraty (RJ)

Após a Marinha e a Aeronáutica suspenderem as buscas do avião bimotor que caiu entre as cidades de Ubatuba, em São Paulo, e Paraty, no Rio de Janeiro, o CBMDF (Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal) enviou um Side Scan Sonar — sonar de varredura lateral — e quatro mergulhadores especializados para ajudar a encontrar os desaparecidos. O copiloto e um passageiro permanecem desaparecidos desde o dia 24 de novembro.

O empresário Sérgio Alves e o copiloto José Porfírio de Brito Júnior, que estão desaparecidos
O empresário Sérgio Alves e o copiloto José Porfírio de Brito Júnior, que estão desaparecidos

O Corpo de Bombeiros do Rio acredita que o bimotor PP-WRS esteja intacto no fundo do mar. Por isso, na última sexta-feira (3), solicitou o apoio dos militares da corporação do DF. No domingo (5), a força-tarefa e o sonar já estavam em Paraty para iniciar os trabalhos. A Polícia Civil do DF também pôs à disposição das equipes um jatinho em Angra dos Reis (RJ). 


O sonar de varredura lateral, que começou a ser utilizado nas buscas nesta segunda-feira (6), já foi usado em outras operações em Brasília. O equipamento foi responsável por localizar um rapaz que caiu de uma lancha no Lago Paranoá em outubro de 2020 e recentemente encontrou um veleiro naufragado também no Paranoá. 

Críticas dos familiares

Desde a queda do bimotor, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro não parou as buscas para encontrar o copiloto José Porfírio de Brito Júnior, de 20 anos, e o empresário Sérgio Alves, de 45, proprietário do bimotor. Os familiares criticaram o fim dos trabalhos de buscas da Marinha e da Aeronáutica, que informaram a suspensão dos serviços neste domingo.


A justificativa da FAB (Força Aérea Brasília) é que ao longo de dez dias de operação cobriu "completamente toda a área referente ao provável local da queda, considerando-se as possibilidades de deslocamento em mar aberto".

Em nota, a Aeronáutica afirmou ter seguido padrões internacionais e realizado ações em condições meteorológicas que, embora instáveis, não comprometeram as missões na parte aérea.


A FAB também informou que a operação de busca e salvamento pela Aeronáutica poderá ser reativada a qualquer momento se surgirem novos indícios sobre a aeronave e os ocupantes. Enquanto isso, um helicóptero seguirá à disposição e poderá ser acionado em caso de necessidade de resgaste.

Relembre o caso

Familiares das vítimas disseram que a aeronave prefixo PP-WRS decolou de São Paulo às 20h20 do dia 24 de novembro em direção ao aeroporto de Jacarepaguá (RJ). O avião teria tido problemas no motor e precisou realizar um pouso forçado no mar na região de Paraty, costa fluminense, na divisa com Ubatuba, litoral norte de São Paulo. A família do piloto informou estar sem notícias desde as 21h.

Segundo o Corpo de Bombeiros do RJ, houve um chamado por volta das 23h46 sobre uma possível queda de aeronave. O Grupamento de Bombeiros Marítimo de Ubatuba foi acionado e encaminhou uma embarcação com quatro tripulantes, que iniciaram as buscas na área informada.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.