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Documentário brasileiro é credenciado ao Oscar e pode concorrer ao prêmio em 2025

‘Tesouro Natterer’ conta a história do austríaco Johann Natterer, dono do maior acervo etnográfico sobre indígenas do Brasil no mundo

Brasília|Iasmim Albuquerque*, do R7, em Brasília

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Longa venceu premiação da Mostra de Brasília neste ano Iasmim Albuquerque/R7

O documentário brasileiro Tesouro Natterer, do cineasta Renato Barbiere, foi credenciado ao Oscar 2025 e pode concorrer ao prêmio no próximo ano. A obra cinematográfica conta a história do naturalista austríaco Johann Natterer, membro da Expedição Austríaca que acompanhou a arquiduquesa Leopoldina em sua vinda ao Brasil, em 1817.

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O longa metragem foi exibido às 18h30 de quarta-feira (11) no STJ (Supremo Tribunal de Justiça), com a presença do presidente da Corte, Herman Benjamin.

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Natterer passou 18 anos no Brasil e, durante esse tempo, organizou uma coleção com mais de 50 mil itens, entre peças de arte plumária, série de objetos, animais, plantas e minerais brasileiros para enviar à Áustria. A mostra é o maior acervo etnográfico sobre povos indígenas do Brasil, localizado nos museus de História Natural e Weltmuseum Wien, em Viena.

Com uma narrativa que une impacto histórico e social, o filme também explora as transformações pessoais de Natterer, que, ao longo de sua expedição, casou-se com a indígena Maria do Rego e construiu uma família brasileira antes de retornar à Europa.

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“O que me fascinou na jornada inigualável de Johann Natterer foi seu sutil processo de reumanização, algo que percebemos claramente no tom das mais de 60 cartas que ele enviou para a Áustria durante os anos em que esteve no Brasil”, disse Barbieri.

Tesouro Natterer venceu o Grande Prêmio do Júri na 29ª edição do “Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade 2024″, em abril, e garantiu a classificação automática para apreciação na disputa pelo Oscar. Na maior premiação de cinema do mundo, a obra foi classificada para participar da disputa de Melhor Documentário de Longa-Metragem.

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Expectativa pelo Oscar

Para concorrer ao prêmio, o documentário passará por votação que ocorre até esta sexta-feira (13) pelos membros da AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas), responsável pela organização do Oscar. A lista preliminar será divulgada em 17 de dezembro.

“É emocionante ver Tesouro Natterer representando o Brasil no Oscar 2025 ao lado de outra grande produção brasileira, ainda que em categorias diferentes. Isso demonstra a potência do nosso audiovisual, que tem conquistado reconhecimento internacional e promovido nossa cultura de maneira significativa. Filmes brasileiros que fazem sucesso fora do país elevam o prestígio do cinema nacional e nos enchem de orgulho, destacou Barbieri.

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O cinesta também ressaltou que pretende lançar o longa-metragem nas salas dos cinemas também em 2025, ano em que o reconhecimento da independência do Brasil por parte da Áustria completa 200 anos.

*Sob supervisão de Leonardo Meireles

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