Brasília Dono de pet shop onde cachorro morreu deverá depor na CLDF

Dono de pet shop onde cachorro morreu deverá depor na CLDF

Aos donos do pequeno Ted, o empresário apresentou versões divergentes sobre o 'desaparecimento' do animal

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Ted, que era surdo, tinha 10 anos

Ted, que era surdo, tinha 10 anos

Arquivo pessoal/Reprodução

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) que investiga maus-tratos a animais aprovou um requerimento de convocação do dono da pet shop em que o cachorro Ted morreu. O animalzinho, que era surdo, perdeu a vida após ser atacado por outro cão. O estabelecimento, à época, escondeu o fato.

Participaram da sessão os distritais Daniel Donizet e Roosevelt Vilela, do PL, e Robério Negreiros, do PSD. O encontro, que teve apenas três minutos e meio de duração, serviu para que os parlamentares votassem o requerimento nº 23/2022, de convocação de Luciomario Brandão Pereira de Assunção, responsável pelo empreendimento.

O caso ganhou notoriedade porque, inicialmente, o empresário disse aos donos do animal que teria sido assaltado. A família deu início a uma campanha nas redes sociais para reencontrar Ted e fez um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Sul). Depois, na delegacia, o homem mudou a versão e disse que o cachorro tinha fugido.

Por fim, o empresário admitiu que o cachorro morreu atacado por outro animal. Da raça maltês, Ted estava com a família havia dez anos. "A CPI não pode deixar de ouvir o dono da pet shop onde o pequeno Ted foi morto. Em especial, considerando as divergentes versões apresentadas e a gravidade do ocorrido. É extremamente importante que possamos ouvir o cidadão para entender melhor a dinâmica do ocorrido", afirmou Donizet.

O R7 ligou para o empresário. Informado sobre a aprovação do requerimento de convocação, Luciomario não quis se manifestar. Ele corre o risco de responder por falsa comunicação de crime.

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