Em 2025, 2 milhões de lares brasileiros deixaram de receber algum auxílio do governo
Pesquisa inclui benefícios como Bolsa Família, BPC e outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Em um ano, aproximadamente 2 milhões de lares brasileiros deixaram de receber algum benefício de programa social do governo, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O valor é referente ao período entre 2024 e 2025, quando o índice de domicílios beneficiados passou de 23,6% para 22,7%, respectivamente.
A pesquisa faz referência a benefícios como o Bolsa Família, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), além de outros programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal.
“Em relação a 2024, quando havia 23,6% de domicílios abrangidos por algum programa social (18,2 milhões de domicílios), nota-se um leve recuo desse percentual (-0,9 p.p.), ao passo que, em relação a 2019 (17,9% ou 12,5 milhões), houve um aumento de 4,8 p.p. da proporção de domicílios”, diz o instituto.
Ao comparar os programas, o Bolsa Família foi o único que registrou queda, passando de 18,6% para 17,2%. Na contramão, aqueles que recebiam benefícios da categoria de outros programas sociais tiveram uma pequena variação positiva, alcançando 2,4%.
Já o BPC-LOAS alcançou o maior percentual da série histórica. Entre 2024 e 2025, a taxa de domicílios em que algum morador recebia esse tipo de rendimento variou de 5,0% para 5,3%.
Brasileiros com auxílio
Em 2025, o rendimento médio domiciliar dos lares que recebiam o Bolsa Família correspondia a menos de 30% do rendimento médio dos domicílios não beneficiados, de R$ 3.367. Apesar disso, no ano anterior, a renda desse público cresceu 2,8%, mas ainda abaixo da variação registrada pelo grupo daqueles que não recebiam o benefício (5,8%).
Entre 2019 e 2025, o rendimento do grupo cresceu 58,6% (de R$ 488 para R$ 774). Em contrapartida, para aqueles que não recebiam o benefício, a variação foi de 19,7% (de R$ 2.240 para R$ 2.682).
“Nesse período, o expressivo crescimento acumulado do rendimento dos domicílios beneficiados pelo Bolsa Família pode ser explicado, em parte, pelo maior valor médio pago como benefício em 2025, se comparado a 2019, o que decorre de importantes reajustes dos valores do benefício ocorridos, sobretudo, nos anos de 2022 e 2023. No entanto, outros fatores também podem ter contribuído, como o bom desempenho do mercado de trabalho nos últimos anos e o expressivo crescimento, no período, do rendimento médio do trabalho nas classes de menores rendimentos da população ocupada”, diz a pesquisa.
Renda dos brasileiros
No Brasil, seis em cada dez pessoas (67,2%) tinham algum tipo de rendimento em 2025, o que representa 143,4 milhões dos brasileiros residentes no país. É um aumento de 0,9 ponto percentual quando comparado ao índice registrado em 2024, de 66,3%. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Do total de brasileiros que tinham alguma fonte de renda, 47,8% correspondiam a rendimentos vindos de trabalho e 27,1% por outros meios, como pensões, aposentadorias e programas sociais do governo, por exemplo.
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