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Renda média do brasileiro atinge valor recorde, mas desigualdade cresce no país

Quantia, recebida pela população residente e que conta com algum rendimento, apresentou crescimento de 5,4% em relação a 2024

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A renda média mensal dos brasileiros atinge R$ 3.367 em 2025, o maior valor desde 2012.
  • O crescimento foi de 5,4% em relação a 2024, quando a renda média era de R$ 3.195.
  • As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste têm os melhores rendimentos, enquanto o Nordeste apresenta os menores valores.
  • Em 2025, 47,8% da população obtinha renda através do trabalho, com aposentadorias se destacando como a segunda maior fonte de renda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em 2025, 47,8% dos brasileiros (101,6 milhões de pessoas) obtinham renda mensal com trabalho Marcello Casal Jr/Agência Brasil – Arquivo

A renda média mensal dos brasileiros ficou em R$ 3.367 em 2025, a maior quantia da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar desse recorde, o país registrou aumento no indicador de desigualdade.

O valor da renda média, que leva em conta a população residente no país e que recebe algum rendimento, teve crescimento de 5,4% em relação a 2024 e chegou a R$ 3.195.


Até o período pré-pandemia, de 2012 a 2019, o rendimento médio real de todas as fontes dos brasileiros teve crescimento acumulado de 3,9% e passou de R$ 2.984 para R$ 3.101. Contudo, a crise sanitária provocada pela Covid-19 fez todas as rendas dos brasileiros caírem de 3,5%, em 2020, e 5,2%, em 2021.

“Com esse resultado, o rendimento de todas as fontes atingiu, em 2025, o maior valor da série histórica, sendo 8,6% superior ao registrado em 2019, ano que precedeu a pandemia, e 12,8% ao valor de 2012, ano inicial da série”, informou o IBGE.


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As regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste apresentaram os maiores rendimentos médios: de R$ 4.052, R$ 3.859 e R$ 3.855, respectivamente. Enquanto isso, o Nordeste ficou em último lugar, com R$ 2.282.

Em relação aos rendimentos resultantes de trabalho, o valor médio mensal real aumentou 5,7%, após crescimento de 7,2% registrado em 2023. Nesse grupo, são consideradas pessoas de 14 anos ou mais que estavam ocupadas na semana de referência para o estudo.


Em 2025, o rendimento médio do trabalho atingiu o valor máximo da série histórica (R$ 3.560), enquanto renda de outras fontes teve leve alta, de R$ 2.697, em 2025.

Tipos de rendimento de outras fontes Luce Costa/Arte R7

Desigualdade de renda

Em 2025, o índice de Gini, que avalia a desigualdade na distribuição de renda no país, registrou aumento de 0,007 — saindo de 0,504, em 2024, para 0,511, no ano passado.


Para indicar uma melhor distribuição — ou maior igualdade nesse quesito —, a taxa deve estar mais próxima a 0. Caso contrário, quanto mais próxima de 1, maior a concentração de renda.

Origem dos rendimentos

Em 2025, 47,8% dos brasileiros — cerca de 101,6 milhões de pessoas — obtinham a renda mensal por meio do trabalho. Esse valor permaneceu praticamente inalterado quando comparado a 2024, quando a taxa era de 47,1% dos habitantes do país.

Quanto aos brasileiros que não trabalhavam, mas recebiam algum tipo de renda — como pensão ou aposentadoria —, o IBGE informou que esse grupo representou 27,1% (57,6 milhões de pessoas) em 2025.

Nesses casos, aposentadorias e pensões foram a segunda maior fonte de renda dos brasileiros no ano passado, atrás apenas dos rendimentos por trabalho, recebidos por 13,8% dos habitantes (29,3 milhões de pessoas).

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