Em atos esvaziados em defesa à soberania, manifestantes queimam bandeira dos EUA
Protestos também acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Manaus
Brasília|Do R7
RESUMO DA NOTÍCIA
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Centrais sindicais realizaram um protesto nesta sexta-feira (1º) contra o tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump, de 50% a produtos brasileiros no Distrito Federal. O ato aconteceu em frente à embaixada dos EUA (Estados Unidos da América) e reuniu mensagens pró-soberania. Durante a manifestação, uma bandeira do país chegou a ser queimada.
Além de Brasília, manifestações estão confirmadas em outras sete capitais do país: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Manaus (AM).
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Segundo os organizadores, a data foi escolhida por ser o dia em que as tarifas estavam previstas para entrar em vigor. Entretanto, nesta quarta-feira (30), Trump determinou que a validade da medida começa a valer na próxima quarta-feira (6).
Participaram dos atos entidades estudantis, como UNE (União Nacional dos Estudantes) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), e organizações da sociedade civil.
Os participantes também se manifestaram contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e a favor da Palestina. “O recado das ruas é que não vamos aceitar chantagem nem submissão. O tarifaço de Trump, apoiado por Bolsonaro, é uma afronta à nossa soberania.”, afirma Bianca Borges, presidente da UNE.
Assinatura de tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma ordem executiva que impõe tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros comprados pelos EUA — o que eleva o total da taxa para 50%.
O texto oficializa o chamado tarifaço, anunciado pelo republicano em 9 de julho. Ao justificar a medida, Trump cita os processos judiciais enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de inelegível até 2030, o ex-presidente é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.
O norte-americano destaca, ainda, uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”.
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