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Em carta, indígenas veem avanços, mas cobram demarcações e proteção

Representantes da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) entregou documento a pastas do governo federal nessa quinta-feira

Brasília|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Representantes da Apib entregaram carta ao governo federal reconhecendo avanços nas políticas públicas, mas cobrando demarcações de terras.
  • A carta, intitulada “Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”, destaca a criação do Ministério dos Povos Indígenas como uma mudança importante.
  • Apesar dos avanços, os indígenas alertam sobre o aumento da invasão de seus territórios e a necessidade de medidas efetivas de proteção.
  • A carta solicita ações em seis áreas fundamentais, incluindo demarcação de terras, segurança e reparação dos povos indígenas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Documento também afirma que atual governo federal se elegeu com apoio dos povos indígenas Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 09.04.2026

Os representantes da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), organização que coordena o Acampamento Terra Livre, em Brasília, entregaram à Secretaria-Geral da Presidência da República e ao Ministério de Minas e Energia, uma carta de sete páginas.

O documento, apresentado nessa quinta-feira (9), reconhece avanços nas políticas públicas, mas elenca reclamações sobre a demora nas demarcações de territórios dos povos originários.


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Com o título de “Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”, a carta destaca que o atual governo se elegeu com apoio do movimento desses povos e para “reconstruir condições de institucionalidade e de democracia”.

Entre mudanças importantes efetuadas na gestão atual, a Apib mencionou a criação do Ministério dos Povos Indígenas; a presença de autoridades desses grupos em posições de destaque no poder público; e a reconstrução de espaços de diálogo.


No entanto, representantes da articulação consideram que as ações efetuadas ainda estão aquém do necessário. “Reconhecemos avanços, mas eles ainda não respondem à urgência histórica nem à dívida do Estado brasileiro com nossos povos”, pondera o texto.

Os indígenas lembram que há um cenário de aumento da invasão aos territórios deles, bem como violência e criminalização de povos, lideranças e organizações. “Houve reconstrução de parte da institucionalidade e mudanças no discurso, mas a proteção concreta [...] ainda precisa ganhar consistência e continuidade”, cobra a organização na carta.


A articulação acrescenta que direito às políticas públicas são obrigações permanentes do Estado e cobra medidas em seis pontos:

  • Vida, segurança e bem viver;
  • Orçamento e governança permanente;
  • Demarcação e proteção dos territórios;
  • Memória, reparação e futuro dos povos;
  • Consulta, participação e autodeterminação;
  • Clima, transição ecológica e vedação à espoliação.
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