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Nos 18 anos da lei Maria da Penha, Barroso diz que Brasil sofre ‘epidemia de violência’

Declaração foi durante evento no CNJ em alusão à legislação, que também teve como foco a atuação do Judiciário no tema

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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18ª Jornada Lei Maria da Penha será promovido nesta quarta e quinta-feira Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil sofre “uma epidemia de violência”, principalmente em áreas que envolvam mulheres. A declaração foi durante a 18ª edição da Jornada Lei Maria da Penha, evento promovido pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que focou também a rede de proteção e atuação do Judiciário no tema.

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“Nós temos no Brasil, em muitas áreas, mas principalmente na área da mulher, uma epidemia de violência e nós estamos aqui para ajudar a enfrentá-la”, disse Barroso. Em 2023, por exemplo, 1.467 mulheres foram vítimas de feminicídio, o maior número já registrado desde que a Lei Maria da Penha foi criada, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

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Além do presidente, o ministro do STF Dias Toffoli compareceu à cerimônia e apontou as ações do Supremo para coibir crimes contra mulheres. Entre elas, a inconstitucionalidade do uso da tese da legítima defesa da honra em crimes de feminicídio.06, a legislação é uma homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, uma cearense que foi vítima de agressões e tentativas de homicídio cometidas apelo marido.

Além do presidente, o ministro do STF Dias Toffoli compareceu à cerimônia e apontou as ações do Supremo para coibir crimes contra mulheres. Entre elas, a decisão pela inconstitucionalidade do uso da tese da legítima defesa da honra em crimes de feminicídio.

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“Ao mesmo tempo que se celebra os 18 anos da Lei Maria da Penha, também é um momento de denunciar. A violência continua acontecendo, a violência está no dia a dia, vitimizando mulheres e crianças”, disse Toffoli.


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