Brasília Em processo de privatização, Correios terão R$ 22 bi em 2022

Em processo de privatização, Correios terão R$ 22 bi em 2022

Estatal deve movimentar R$ 1,8 bi a mais em 2022. Valor está previsto no Programa de Dispêndios Globais publicado nesta terça

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília

Correios foram inseridos no Programa Nacional de Desestatização (PND) em março deste ano

Correios foram inseridos no Programa Nacional de Desestatização (PND) em março deste ano

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os Correios devem ter receita de R$ 22,4 bilhões em 2022, conforme estipulado no decreto que aprova o PDG (Programa de Dispêndios Globais) das empresas estatais federais para o exercício financeiro do ano que vem, publicado nesta terça-feira (14) no DOU (Diário Oficial da União). Em 2021, o volume total de receitas previstas para a estatal foi de R$ 20,6 bilhões.

Outras estatais em processo de desestatização também terão receita na casa dos bilhões em 2022. A da Eletrobras, por exemplo, é de R$ 35,8 bilhões. A Infraero terá R$ 1,8 bilhão; o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), R$ 242,3 bilhões; o Banco do Brasil, R$ 743,9 bilhões. A Petrobras tem receita prevista de R$ 415,2 bilhões. (Leia o decreto.)

O texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, define resultados e metas que as estatais deverão gerar em 2022 e contempla empresas em que a União, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto, com exceção das dependentes do Tesouro Nacional.

Privatização dos Correios

A estatal foi inserida no Programa Nacional de Desestatização (PND) em março deste ano. Em agosto, o (PL) Projeto de Lei nº 591/21, do Poder Executivo, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado Federal para análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A proposta de venda abrange a exploração dos serviços postais de carta, cartão postal e telegrama. Atualmente, a iniciativa privada atua apenas no segmento de entrega de encomendas.

O arrematante terá de adquirir 100% dos Correios. Ele terá liberdade para definir preço e demais condições para o serviço de entrega de encomendas. Quanto aos serviços postais, o titular da concessão terá exclusividade na exploração por, pelo menos, cinco anos. A regulação do setor será feita pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

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