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Empresário de MT suspeito de financiar atos do 8 de Janeiro fica em silêncio em depoimento na CPMI

Argino Bedin se negou a se sentar à mesa e fazer a apresentação inicial; ele está protegido por habeas corpus concedido pelo Supremo

Brasília|Camila Costa, do R7, em Brasília

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Empresário decidiu ficar em silêncio na CPMI
Empresário decidiu ficar em silêncio na CPMI

Conhecido no estado do Mato Grosso como “pai da soja”, o empresário Argino Bedin se mantém em silêncio desde o início da sessão da CPMI do 8 de Janeiro desta terça-feira (3). Ele foi convocado pela comissão para prestar esclarecimentos sobre manifestações antidemocráticas realizadas antes mesmo do dia 8 de janeiro. Ao ser chamado para se sentar à mesa e fazer a apresentação inicial, o empresário se negou. Argino está protegido por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Latifundiário e sócio de pelo menos nove empresas no Mato Grosso, Argino é suspeito de financiar atos antidemocráticos de obstrução de rodovias em 2022, após o resultado das eleições, e de manter na ativa os manifestantes que participaram dos ataques do 8 de Janeiro. “O perfil das pessoas que participavam do acampamento era de pessoas que tinham volume de armas, como várias pessoas e o senhor Argino Bedin”, afirmou a relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).


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Durante a sessão, a relatora apresentou vídeos de ataques a diferentes estabelecimentos do país. Nas imagens, manifestantes quebram lojas de conveniência e fecham rodovias com a queima de pneus. “Esses atos afetaram a vida de muitas pessoas, contribuindo até para pessoas que vieram a óbito por falta de assistência e atendimento, por exemplo”, afirmou Eliziane.

Movimentações financeiras

Segundo a senadora, há o registro de que mais de 16 caminhões disponibilizados para manifestações seriam da família de Argino, alguns de filhos do empresário. Além disso, Eliziane informou também que a comissão teve acesso aos RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) de Argino, que mostram movimentações financeiras na ordem de R$ 4 milhões. “O grupo Bedin recebeu R$ 4 milhões de uma empresa que o proprietário é ligado ao PL, partido que também recebeu volumes financeiros de transferência do Argino Bedin”, apontou a parlamentar.

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