Brasília Entidades de imprensa pedem que polícia apure se ataque a repórter foi premeditado

Entidades de imprensa pedem que polícia apure se ataque a repórter foi premeditado

Repórter Gabriel Luiz, da TV Globo, foi esfaqueado na noite desta quinta feira quando voltava para casa, em área nobre de Brasília

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Jornalista Gabriel Luiz

Jornalista Gabriel Luiz

Reprodução

Após o ataque à faca ao jornalista Gabriel Luiz, da TV Globo, na noite desta quinta-feira (14), em Brasília, entidades de impresa repudiaram o crime e manifestaram solidariedade ao repórter. Ele foi ferido com cerca de dez golpes de faca quando voltava a pé para casa, por volta das 23h15. Socorrido, ele passou por cirurgias e segue em estado grave, mas estável.

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) tratou o caso como tentativa de assassinato e cobrou uma investigação sobre o crime. "Diante da escalada da violência contra jornalistas no Brasil, é preciso uma averiguação criteriosa da motivação do crime, para que seja esclarecido se está vinculado ao exercício profissional", diz a publicação da organização.

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) também pediu uma apuração rigorosa. "A ABI exige que as autoridades policiais do Distrito Federal investiguem com empenho a tentativa de homicídio e a esclareçam o mais rapidamente possível", disse o presidente da entidade, Paulo Jerônimo.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) afirmou que "vê com muita preocupação a violência grave sofrida pelo repórter Gabriel Luiz" e também pediu empenho da polícia para averiguar o crime. A entidade manifestou preocupação com a possibilidade de o ataque ter sido motivado pela atuação profissional do jornalista, que costuma fazer reportagens investigativas.

A entidade diz estar em contato com o secretário de Segurança do DF, Julio Danilo, para acompanhar o caso. A secretaria não descarta nenhuma hipótese até o momento. "A Abraji se solidariza com Gabriel Luiz, sua família e seus amigos, se unindo a todos os colegas que torcem por sua completa recuperação", diz a nota.

"Esperamos que o caso seja investigado com rigor. Toda nossa solidariedade ao colega e estamos na torcida para que ele se recupere o mais breve possível. Força, Gabriel", acrescentou o Sindicato dos Jornalistas. 

Esfaqueamento

Gabriel foi alvo de pelo menos dez facadas no estacionamento de um supermercado, enquanto deixava o local e seguia para casa. O crime ocorreu por volta das 23h30 no Sudoeste, área nobre da capital federal.

Os dois criminoso levaram o celular do repórter, mas deixaram para trás a carteira dele, com documentos e dinheiro. Câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos seguem a vítima. Gabriel foi atingido no abdômen, pescoço, pulsos e perna, o que levou a uma forte hemorragia. Ele ainda conseguiu pedir ajuda ao porteiro do prédio onde mora, que chamou o socorro.

Após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros, o jornalista foi levado  ao Hospital de Base, onde passou por cirurgias, que conseguiram estancar os sangramentos. Ele ainda passou por mais uma operação na mão. Em seguida, foi transferido para a UTI, onde vai ficar em observação. 

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