Brasília Ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho é nomeado no Ministério do Trabalho

Ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho é nomeado no Ministério do Trabalho

Carvalho, que também foi ministro de Dilma, vai ocupar a função de secretário nacional de Economia Popular e Solidária

  • Brasília | Do R7

Gilberto Carvalho é nomeado secretário de economia do Ministério do Trabalho

Gilberto Carvalho é nomeado secretário de economia do Ministério do Trabalho

Elza Fiuza /Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou Gilberto Carvalho, ex-ministro que chegou a ser investigado em um esquema de corrupção, para ocupar a função de secretário nacional de Economia Popular e Solidária do Ministério do Trabalho.

A nomeação foi publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU) e é assinada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Carvalho foi, por oito anos, chefe de gabinete de Lula e, por quatro anos, permaneceu no comando da Secretaria-Geral no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em 2017, Carvalho foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal por corrupção em um dos processos da Operação Zelotes, que investigou benefícios concedidos a montadoras de veículos por meio de medidas provisórias.

Segundo o MPF-DF, as irregularidades foram praticadas no período de elaboração e edição da medida provisória 471/09, que prorrogou por cinco anos os benefícios tributários destinados a empresas do setor automobilístico.

A aprovação da MP, sustentou o órgão na época, envolveu a promessa de pagamentos de vantagens indevidas a intermediários do esquema e aos agentes políticos. De acordo com a denúncia, as empresas automobilísticas teriam prometido R$ 6 milhões a Lula e Carvalho em troca de benefícios para o setor.

Em 2021, porém, o juiz Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara Federal de Brasília, absolveu Lula e Carvalho, além de outras quatro pessoas, por suposta corrupção para aprovação da MP. O magistrado considerou que a acusação, feita pelo MP, não demonstrou de maneira convincente a forma pela qual o petista e o ex-ministro teriam participado do contexto supostamente criminoso.

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