Ex-ministra de Milei e líder do partido do presidente no Senado reconhece eleição de Lula
Senadora também critica a Justiça do Brasil, dizendo que a democracia “não pode ser binária”
Brasília|Do R7
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A senadora Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança argentina do governo Javier Milei, reconheceu a vitória de Lula nas eleições. A nota foi publicada nas redes sociais na tarde desta quarta-feira (28).
A atual líder do partido La Libertad Avanza, coalizão de Milei, Bullrich disse que “o povo decide nas urnas e sua vontade é respeitada. Esse é o princípio fundamental de toda democracia”.
A parlamentar também criticou a Justiça, sobre a investigação a Flávio Bolsonaro, dizendo que “é importante que a democracia não seja binária: o que ganha governa e o que perde vai para a cadeia”.
O governo argentino teria ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos, após a derrota nas eleições e o pedido de apreensão do passaporte do senador, investigado por lavagem de dinheiro.
Milei não se manifestou publicamente sobre a vitória de Lula sobre o seu aliado. O porta-voz da Casa Rosada apenas disse em entrevista coletiva que o governo “tomou conhecimento do resultado” e anunciou que o presidente argentino não irá parabenizar o petista e também não haverá comunicado oficial por parte de Milei e dos chanceleres.
O governo do país vizinho alega que Lula não parabenizou Milei quando ele foi eleito presidente em 2023.
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Veja a nota de Patricia Bullrich:
O povo decide nas urnas e sua vontade é respeitada. Esse é o princípio fundamental de toda democracia.
Temos profundas diferenças políticas com o novo governo do Brasil, mas nossos países compartilham uma história, interesses estratégicos e enormes oportunidades de cooperação.
E, sobre Flavio, que fez uma enorme escolha, quero fazer uma reflexão sobre a qualidade da democracia. É importante que a democracia não seja binária: o que ganha governa e o que perde vai para a cadeia.
A utilização de uma Justiça não imparcial como instrumento para eliminar a oposição é uma ferramenta de poder que nunca pode ser o caminho de uma democracia.
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