Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

Derrotado por Lula nas urnas, Flávio se autoproclama presidente eleito após ir embora

Em carta, senador agradece a Trump pela acolhida nos EUA, contesta o resultado das urnas e acusa o Judiciário de perseguição política

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro se autoproclama "verdadeiro presidente eleito do Brasil" após derrota nas eleições presidenciais.
  • Senador contesta resultado eleitoral sem apresentar provas e acusa o Judiciário de perseguição política.
  • Flávio agradece a Donald Trump e Javier Milei, e busca segurança jurídica nos EUA, onde recebeu autorização temporária de permanência.
  • Afirma que continuará sua atuação política e mobilização de apoiadores no exterior, liderando a oposição ao governo Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro disembarks from a plane after arriving at Opa-locka Executive Airport near Miami, Florida, U.S., October 28, 2026. REUTERS/Eva Marie Uzcategui REFILE - QUALITY REPEAT
Flávio chegou aos EUA nesta quarta-feira, junto com a mulher e as filhas Eva Marie Uzcategui/Reuters - 28.10.2026

Depois de ir embora do Brasil após ser derrotado nas eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escreveu uma carta na qual nega que tenha fugido do país e se declara o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

A carta foi publicada nas redes sociais de Flávio, nesta quarta-feira (28). O senador começa o texto com a seguinte frase: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

‌

Depois, o senador afirma: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania.”

Veja Também

Flávio contesta o resultado do segundo turno. Ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 64.256.232 votos válidos (51,79%), contra 59.826.041 de Flávio (48,21%). Sem apresentar provas, o senador diz na carta que viu “estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”.

‌

“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.”

Agradecimento a Trump e Milei

Flávio também agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao povo americano. Também elogia o presidente argentino, Javier Milei.

‌

Antes de embarcar aos EUA, o senador, acompanhado pela mulher e as duas filhas, deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. Flávio recebeu uma autorização excepcional e temporária, conhecida como parole, ao entrar nos Estados Unidos. Ele poderá permanecer no país assim por um ano.

O senador afirma na carta que decidiu sair do país em busca de segurança jurídica e para continuar sua atuação política. Ele nega que tenha fugido do país e declarou que pretende manter a mobilização de seus apoiadores no exterior.

‌

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois, calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.”

Flávio também diz que “não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar”.

“Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.”

Liderança da oposição

Apesar de estar nos Estados Unidos, Flávio afirma que pretende continuar atuando politicamente no Brasil. Ele declara na carta que não abandonará os eleitores que o apoiaram e promete se tornar uma voz de oposição ao governo Lula.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.”

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.