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Flávio Bolsonaro critica ‘perseguição à direita’ e pede que Itália não extradite Zambelli

Fala ocorreu em evento do partido de direita na Itália; senador também defendeu o irmão Eduardo e disse que ele está ‘exilado’ por perseguição política

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Flávio Bolsonaro participou de evento da direita na Itália Reprodução/Youtube/Corriere della Sera

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste domingo (21) a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e pediu ao governo italiano que não extraditasse a deputada Carla Zambelli, alegando que a parlamentar corre o risco de, no Brasil, “morrer na cadeia injustamente”.

A fala foi dada durante participação do senador em evento organizado pelo partido de direita Lega, com participação de Matteo Salvini, atual primeiro-vice-ministro da Itália.


Flávio disse que, com a esquerda no poder, “o Brasil perdeu sua soberania” e justificou dizendo que a China “tem comprado o Brasil inteiro: de minerais a terras boas para plantações”.

Sem citar Moraes, o senador afirmou que o Brasil tem um magistrado que “persegue toda a direita”, sendo o “mesmo que discutiu com uma família, no Aeroporto de Roma, e ele próprio julgou [os autores] por atentado contra o Estado Democrático de Direito”.


“Ele condenou Bolsonaro, por ato antidemocrático, apenas por criticar o sistema eleitoral e fazer discursos contra a esquerda corrupta”, disse Flávio, em defesa ao pai.

Sobre Eduardo Bolsonaro, o senador alegou que o irmão “é mais uma vítima dele (Moraes) e está exilado com sua família nos EUA”. “Esse mesmo juiz o proibiu de falar com Jair Bolsonaro. Isso mesmo: um juiz proibiu o filho de falar com o próprio pai”, completou.


Extradição

Flávio citou ainda a deputada Carla Zambelli e o perito e ex-assessor de Moraes Eduardo Tagliaferro, que estão foragidos da Justiça na Itália “por acreditarem ser um local mais seguro que o Brasil”, segundo justificou o senador.

“Assim como o governo Bolsonaro devolveu o terrorista Cesare Battisti, peço que a Itália não mande Carla Zambelli e Tagliaferro de volta para o Brasil. Pois lá, ela poderá morrer na cadeia injustamente”, afirmou Bolsonaro.


Na sexta-feira (19), Zambelli recebeu a vitista dos senadores Flávio Bolsonaro(PL-RJ), Damares Alves(Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES). Em gravações, o grupo aparece entrando no Complexo Penitenciário de Rebibbia, em Roma, acompanhado do advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi.

A deputada está detida na Itália desde 29 de julho. Ela enfrenta um processo de extradição que diz respeito à condenação definitiva imposta pelo STF a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

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