Flávio Bolsonaro nega tentativa de fuga de Bolsonaro: ‘Forçação de barra’
Segundo o senador, o ex-presidente estava dormindo antes da troca da tornozeleira eletrônica e voltou a dormir após o procedimento
Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta segunda-feira (24) que o pai, Jair Bolsonaro (PL), tenha planejado uma fuga. Segundo ele, o ex-presidente estava dormindo antes da troca da tornozeleira eletrônica e voltou a dormir após tirarem o dispositivo.
“A central de monitoramento é avisada que alguém está mexendo na tornozeleira. Eles chegam e Bolsonaro está onde? Dormindo. Eles chegam em casa, trocam a tornozeleira dele e ele volta a dormir. Alguém que quer fugir tem esse comportamento? É uma forçação de barra sem tamanho”, declarou.
A possibilidade de fuga foi um dos motivos citados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Na decisão, o ministro apontou o risco de Bolsonaro se dirigir a alguma embaixada e citou, ainda, uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro para a noite do último sábado (22), em frente ao condomínio onde mora o pai.
Segundo Moraes, o senador Flávio Bolsonaro, no vídeo publicado nas redes sociais no qual chama apoiadores para o ato, “faz uso do mesmo modus operandi empregado pela organização criminosa que tentou um golpe de Estado no ano de 2022, utilizando a metodologia da milícia digital para disseminar por múltiplos canais mensagens de ataque e ódio contra as instituições”.
O ministro ressalta ainda a ‘possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, com a concentração de centenas de adeptos do ex-presidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares".
“Tal fato tem o condão de gerar um grave dano à ordem pública, podendo inclusive inviabilizar o cumprimento de eventuais medidas em decorrência do trânsito em julgado da ação Penal 2.668/DF”, acrescenta Alexandre de Moraes.
Prisão preventiva
Bolsonaro foi preso na manhã de sábado (22) após ter violado sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia”, supostamente causada por medicamentos.
A decisão pela prisão preventiva foi confirmada pela Primeira Turma do STF, em sessão ocorrida nesta segunda-feira (24). Outros três ministros seguiram a decisão de Moraes — o que corrobora a decretação de prisão preventiva de Bolsonaro. Foram eles: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
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