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Flávio Dino expõe relatório com ameaça de assassinato contra ministros do STF

Documento interno da Corte reúne milhares de mensagens com ataques e promessas de agressão feitas no ambiente digital

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Dino, ministro do STF, divulgou um relatório com ameaças de agressões e assassinato contra ministros da Corte.
  • Mensagens ameaçadoras foram publicadas na internet, incluindo ameaças diretas a Dino por suas decisões judiciais.
  • Dino destacou que o ódio nas mensagens é alimentado por mentiras e que decisões judiciais devem ser contestadas por meios legais, não pela violência.
  • Desde 2019, ministros do STF enfrentam ameaças, levando à abertura do Inquérito das Fake News para investigar tais casos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dino afirma que intimidações não vão alterar sua atuação: 'nunca minha perna ou mão tremeram' Sophia Santos/STF - 24.09.2025

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), expôs nesta sexta-feira (9) um relatório de segurança contendo milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra ministros da Corte.

As imagens das mensagens, extraídas de um relatório produzido pelo próprio STF, foram publicadas por Dino em seu perfil verificado na rede social Instagram.

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“Recebi hoje trechos de um relatório de segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu o ministro.

Um dos textos, cujo autor foi ocultado por uma tarja preta, diz que Dino será “o primeiro a ser fuzilado”, em razão de “ter proibido o acesso às armas”.

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“Invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin (sic) igual fizeram com Tiradentes, cabecinha em praça pública”, diz outra publicação, de acordo com a postagem do magistrado.

Discurso de ódio

Para Dino, “o ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”. Na legenda da imagem do relatório, o ministro acrescentou que, “se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”.

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Dino afirmou ainda que tais ameaças não afetam seu trabalho como ministro do STF. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, destacou.

“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, avaliou o ministro.

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Alvo de ameaças

Ao menos desde 2019, os ministros do STF têm sido alvo de ameaças de agressões físicas e assassinatos, incluindo de familiares, em razão de decisões judiciais.

Naquele ano, o então presidente da Corte, Dias Toffoli, determinou a abertura, de ofício, de uma investigação para apurar tais ameaças. O processo ficou conhecido como o Inquérito das Fake News e segue em andamento.

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