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Gilmar Mendes defende reforma institucional após revelações do caso Master

Ministro do STF apontou modelo de negócios ‘parasitário’ e criticou decisões que envolvem precatórios

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes, ministro do STF, propõe reforma institucional no Judiciário e sistema financeiro após caso Banco Master.
  • Investigações revelam modelo de negócios 'parasitário' drenando recursos públicos e poupança de investidores.
  • Precatórios do setor sucroalcooleiro citados como exemplo, com impacto estimado de R$ 100 bilhões na LDO de 2026.
  • Ministro convoca ação conjunta de MPF, OAB, CJF, Banco Central e CVM para fiscalização e investigação de irregularidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gilmar Mendes citou impacto de decisões que envolvem precatórios do setor sucroalcooleiro Sergio Lima/AFP

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes defendeu neste domingo (27) uma profunda reforma nas instituições brasileiras para corrigir “práticas perversas” no Judiciário e no sistema financeiro.

Em publicação na rede social X, o ministro utilizou uma citação da obra de Machado de Assis para enfatizar o momento atual. De acordo com o decano, as investigações envolvendo o Banco Master expuseram um modelo de negócios “parasitário” voltado para a drenagem de recursos públicos e da poupança de milhares de investidores.

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Entre os créditos judiciais do banco, Gilmar Mendes citou os precatórios do setor sucroalcooleiro.

“Muitas usinas obtiveram condenações da União pelos preços fixados pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool nos anos 1980 e 1990, com base em estudos genéricos, sem a perícia individual exigida por entendimento vinculante do Supremo”, destaca o ministro, citando a estimativa de impacto de R$ 100 bilhões dessas ações na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

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Resposta coordenada

Por fim, o ministro convocou uma atuação articulada do Ministério Público Federal (MPF), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ele defendeu o reforço na fiscalização da comercialização desses títulos em fundos e balanços bancários, além da abertura de investigações criminais cabíveis contra magistrados e advogados envolvidos.

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