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Crise no STF, desgaste no TSE e escândalos no STJ expõem Judiciário

Ligação entre o STF e a Justiça Eleitoral é intrínseca: três dos sete integrantes do TSE vêm do Supremo

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A crise no STF afeta a imagem do TSE, especialmente em período eleitoral, devido à ligação intrínseca entre as duas instituições.
  • O STJ enfrenta escândalos de corrupção e questões éticas, incluindo suspeitas de venda de sentenças e acusações de assédio sexual contra um ministro.
  • O desgaste político e as acusações de parcialidade contra o STF impactam automaticamente o TSE, gerando desconfiança no processo eleitoral.
  • Investigações sobre corrupção no STJ podem levar a aposentadorias compulsórias, ameaçando a reputação da corte responsável por uniformizar a lei federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Desconfiança que afeta a Suprema Corte vem sendo instrumentalizada por candidatos nas eleições Rosinei Coutinho/STF - Arquivo

A crise de imagem do STF (Supremo Tribunal Federal) tem atingido o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às vésperas das eleições. Ao mesmo tempo, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) atravessa escândalos envolvendo suspeitas de venda de sentenças e o afastamento de um ministro por importunação sexual.

Com o STF fragmentado, o TSE descredibilizado por tabela e o STJ sob investigação por corrupção, a cúpula do Judiciário atravessa um momento de grande vulnerabilidade perante a opinião pública.

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A ligação entre o STF e a Justiça Eleitoral é intrínseca: três dos sete integrantes do TSE vêm do Supremo, incluindo o presidente, o ministro Kassio Nunes Marques.

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Além de Nunes Marques, o tribunal conta ainda com André Mendonça e Dias Toffoli como ministros efetivos, além de Gilmar Mendes e Flávio Dino na condição de substitutos.

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Segundo interlocutores, o desgaste político e as acusações de parcialidade contra os magistrados do STF migraram automaticamente para o TSE.

Em consequência, decisões decisivas sobre cassações, inelegibilidades e regramentos de campanha correm o risco de serem vistas como peças de um jogo político. Na prática, a desconfiança que afeta o Supremo vem sendo instrumentalizada por candidatos para questionar o próprio processo eleitoral.

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A crise ética no STJ

Já no STJ, o desgaste é de ordem ética e criminal. A Polícia Federal e o próprio STF conduzem apurações sobre esquemas de venda de decisões judiciais por meio de lobistas, advogados e assessores para favorecer partes em ações milionárias.

Pressionada por investigações que vão do comércio ilícito de liminares a acusações de assédio sexual, a Corte lida com processos criminais que ameaçam resultar até em aposentadorias compulsórias, minando a reputação do tribunal encarregado de uniformizar a lei federal no país.

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No STF, o ministro Nunes Marques é o relator de ação da AGU (Advocacia-Geral da União) que pede a perda de cargo do ministro Marco Buzzi por importunação sexual. Nunes Marques assumirá a ação por prevenção, pois já está à frente de outro processo contra Buzzi.

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