Hospital confirma que Bolsonaro está com infecção pulmonar e foi internado na UTI
Nota publicada pela unidade de saúde detalha que ex-presidente apresentou febre alta, baixa saturação, suor intenso e calafrios
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O hospital particular ao qual Jair Bolsonaro (PL) foi levado na manhã desta sexta-feira (13), após passar mal, confirmou que o ex-presidente está com broncopneumonia bacteriana — infecção pulmonar causada por bactéria — e foi internado na UTI (unidade de terapia intensiva).
“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro deu entrada nesta unidade após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios”, informou, por meio de nota.
O texto acrescenta que ele foi “submetido a exames de imagem e laboratoriais, que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral [nos dois pulmões] de provável origem aspirativa”. “No momento, [o paciente] encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia”, completou o hospital.
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Jair Bolsonaro cumpre pena na Sala de Estado-Maior do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, e foi levado para o hospital pela manhã, segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.
Por meio de publicação no site X, o parlamentar comentou: “Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave.”
Prisão domiciliar
Após a entrada do ex-presidente no hospital, o advogado dele, Paulo Cunha, também publicou no X e voltou a cobrar a transferência do cliente para a prisão domiciliar. Bolsonaro morava em um condomínio de alto padrão, na região administrativa do Jardim Botânico (DF).
Cunha acrescentou que Bolsonaro deu entrada no hospital com crises de vômito, além de redução significativa de oxigenação no sangue, e ainda não teve um diagnóstico concluído. “A defesa tem insistido na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, escreveu o advogado.
“A situação de hoje, que traz um sintoma grave, foi reiteradamente vaticinada, inclusive em laudos recentes que instruíram o último pedido de prisão domiciliar, o qual foi sumariamente negado pelo ministro relator [Alexandre de Moraes]”, completou a defesa.
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