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Lula proíbe conselheiro de Trump no Brasil enquanto EUA não liberarem visto de Padilha

Darren Beattie iria visitar Jair Bolsonaro na prisão; Itamaraty confirma revogação para permitir entrada do representante de Trump

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula proíbe a entrada de Darren Beattie no Brasil até que os EUA liberem o visto de Alexandre Padilha.
  • Beattie, conselheiro de Trump, teria agendado uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • A proibição foi reforçada após o STF considerar que a visita poderia ser ingerência nos assuntos internos do Brasil.
  • O visto de Padilha e sua família foi cancelado pelos EUA devido à participação dele em um programa de saúde com Cuba.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula falou sobre negativa de visto a conselheiro dos EUA e Itamaraty confirmou informação Ricardo Stuckert/PR - 13.03.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter barrado a entrada no Brasil de Darren Beattie, conselheiro do presidente dos EUA Donald Trump. Segundo o chefe do Executivo, a medida vale até a liberação do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de familiares pelos Estados Unidos.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto do enviado americano.


“Tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, diz.

O representante norte-americano pretendia cumprir agenda no país e realizar visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado”, disse Lula.

Cancelamento de visto para Padilha

No ano passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de Alexandre Padilha. A autorização do ministro para entrada no país não sofreu sanção, pois estava vencida.


O governo do presidente Donald Trump justificou a medida pela participação de Padilha em acordo firmado com Cuba durante criação do programa Mais Médicos, iniciativa responsável pela contratação de profissionais de saúde cubanos.

Recentemente, Darren Beattie recebeu nomeação como assessor sênior para política relacionada ao Brasil no Departamento de Estado americano. Durante viagem planejada ao país, havia intenção de visitar Jair Bolsonaro na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.


A visita, entretanto, não ocorrerá. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes revisou decisão anterior e retirou autorização para o encontro.

Durante discurso na inauguração de uma clínica no Rio de Janeiro, Lula mencionou Donald Trump ao comentar o sistema público de saúde brasileiro.

“Quero saber se o Trump pode dizer isso que eu estou dizendo para vocês, para o povo americano”, disse.

Decisões sobre Beattie

Inicialmente, Moraes havia permitido a visita para 18 de março. A decisão mudou após manifestação do chanceler Mauro Vieira. O ministro alertou para risco de interpretação como ingerência em assuntos internos do Brasil em período eleitoral.

Vieira também informou ao magistrado ausência de relação entre o pedido de visita e os objetivos comunicados oficialmente pelo Departamento de Estado.

Segundo o chanceler, o visto concedido a Beattie baseou-se em solicitação com indicação de participação em evento voltado ao fortalecimento de relações bilaterais, além de reuniões institucionais.

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