Ibaneis aguarda liberação do TCDF para iniciar obra do Teatro Nacional
Edifício está fechado há 8 anos, depois que bombeiros identificaram irregularidades na segurança
Brasília|Jéssica Moura, do R7, em Brasília
O governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, espera a homologação da licitação pelo Tribunal de Contas, para dar início à primeira etapa da reforma do Teatro Nacional Cláudio Santoro. A obra segue sem data para começar, mas o Ibaneis diz que, assim que houver a autorização por parte da Corte, vai dar início aos trabalhos.
"Estamos aguardando o Tribunal de Contas liberar a licitação, o que deve acontecer a qualquer momento. A ideia nossa é começar essas obras o mais rápido possível, começando pela sala Martins Pena e depois avançar pelas demais áreas do Teatro Nacional. É muito importante para nós, e uma das nossos determinações", afirmou.
O teatro está fechado há 8 anos. Em janeiro de 2022, o governo lançou o processo de licitação, com o objetivo de contratar a empresa para realizar a obra. A primeira etapa será na sala Martins Pena. O custo estimado é de R$ 55 milhões.
O edifício é tombado invidualmente e foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Por isso, a reforma precisa seguir regras específicas para preservar a estrutura original. A obra é tocada em parceria entre a Secretaria de Cultura e a Novacap.
Estão previstas reformas nas instalações elétricas, climatização, recuperação de estrutura, piso, revestimentos, esquadrias, além do revestimento acústico.
O teatro foi fechado em 2014 logo após a tragédia do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). Na época, o Corpo de Bombeiros identificou 132 irregularidades, pois o prédio não atenderia a critérios de segurança e acessibilidade.
O custo total para uma reforma em todo o teatro foi estimada em R$ 200 milhões, por isso, foi adotada a estratégia de realizá-la em fases. Depois da Martins Pena, as salas Alberto Nepomuceno e Villa-Lobos e o Espaço Dercy Gonçalves vão passar por reparos.
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Mesmo depois de captar R$ 33 milhões para reforma em 2019, por meio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça, o governo local desistiu do convênio. Isso porque o projeto original precisava passar por mais de 2 mil ajustes, e não haveria tempo hábil para a entrega da proposta à caixa Econômica, que iria liberar o recurso.