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Informações ‘inofensivas’ podem criar rastro digital para criminosos, alerta especialista

Operações que miram crimes cibernéticos são deflagradas pelo país; usuário precisa estar atento ao compartilhamento de dados

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialista alerta para riscos associados ao compartilhamento de dados pessoais na internet.
  • Recentes operações da Polícia Federal desarticularam esquemas de hackers que invadem sistemas federais.
  • Informações consideradas "inofensivas" podem gerar rastros digitais que criminosos conseguem seguir facilmente.
  • Investigações têm acesso a tecnologias avançadas, mas criminosos podem ser mais rápidos em suas ações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na esteira do boom de crimes cibernéticos, operações policiais têm revelado esquemas cada vez mais sofisticados de invasões digitais. Mas a internet está longe de ser um lugar onde as pessoas podem achar que estão impunes, diz o especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja.

A decisão do ministro André Mendonça, do STF, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro na última terça-feira (3), indica que hackers invadiram sistemas de instituições federais. Para acessar investigações sigilosas, os alvos da operação Compliance Zero foram da compra de senhas ao “spear phishing”.


Mulher sentada à frente de duas telas de computador ligadas
Dados compartilhados criam rastro digital fácil de ser seguido Reprodução/Record News

Uma outra operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta (5), desarticulou uma organização criminosa especializada em obter dados sensíveis de bases governamentais e privadas, dentre eles de ministros do Supremo, e colocá-los à venda.

Em entrevista ao Conexão Record News, Igreja destaca que, da mesma maneira que os criminosos se aproveitam da vulnerabilidade dos usuários, os investigadores têm acesso a tecnologias cada vez mais avançadas para rastreá-los.


“Menos do que provavelmente seria necessário para ter investigações mais ágeis,” pondera, “mas o fato é que sim, dá para encontrar quem está cometendo esses delitos.” O problema é quando os criminosos são mais rápidos.

Nesse sentido, Igreja alerta para o compartilhamento indiscriminado de dados. Informações tidas como inofensivas contribuem para criar um rastro digital que pode ser facilmente seguido.


“As pessoas, por vezes, ficam surpresas: “Mas como é que o criminoso sabia isso a meu respeito?”. E aí ela esquece que, de repente, 15 anos atrás, ela criou uma conta no Facebook, e naquele momento era razoavelmente normal, a pessoa preenchia endereço, telefone e mais algumas informações”, pontua.

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