Isolamento e energia controlada: a rotina e a cela de Daniel Vorcaro no presídio em Potim
Banqueiro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, e Natália Martins, da RECORD, em Brasília
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Preso desde quarta-feira (4), o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, está sozinho em uma cela da Penitenciária de Potim, no interior de São Paulo. Fontes ouvidas pela RECORD afirmam que o local se assemelha às celas de regime disciplinar diferenciado, caracterizadas pela restrição de contato externo e regras de convivência rígidas.
O banqueiro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Ontem, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília. A medida atende a pedido da Polícia Federal durante investigação conduzida sob supervisão da Corte.
A cela em que Vorcaro se encontra neste momento tem as mesmas características daquela que ele ficará em Brasília.

Mede aproximadamente 6m², possui cama, mesinha, cadeira, chuveiro, privada e um espaço para pegar sol com grades no teto. Porém, não há tomadas elétricas e a energia do chuveiro e das lâmpadas são ativadas em horários determinados.
Durante 30 dias, Vorcaro não poderá deixar a cela. Após esse regime, algumas regras podem mudar, entre elas o acesso ao banho de sol no pátio.
Além da estrutura, o banqueiro deve seguir uma rotina que inclui:
- 6 refeições por dia adequadas à necessidade nutricional.
- 2 horas de banho de sol por dia.
- Atividades laborais e educacionais, quando aplicáveis.
- Atendimento médico, odontológico, farmacêutico, psicológico, quando necessários.
- Assistência social, pedagógica e terapia ocupacional, quando necessárias.
- Visitas sociais e com advogado por parlatório, em dias e horários determinados.
Segundo a penitenciária, o sistema conta com uma estrutura “robusta” para impedir o contato dos presos com o mundo externo.
Assim, todas as penitenciárias possuem agentes; armamento letal e menos letal; body scan, raio-x e detector de metais para revista pessoal e material; sistemas de vigilância por áudio e vídeo; equipamentos de segurança e de inteligência; além de uma estrutura física reforçada e resistente a tentativas de invasão e fuga.
Veja mais
Para maior segurança, existem alguns procedimentos padronizados nas penitenciárias:
- O preso é revistado todas as vezes que deixa o seu dormitório.
- A cela do preso é revistada todas as vezes em que ele se retira.
- O preso permanece algemado quando em deslocamento pelo estabelecimento.
- O preso se comunica com familiares, amigos e advogados por parlatório ou por videoconferência.
- O preso não tem acesso a meios de comunicação externos.
- Os procedimentos bem como os deslocamentos com o preso são realizados por, pelo menos, dois agentes.
- Os procedimentos e toda a rotina da cadeia são monitorados por circuito interno de câmeras.
- Agentes de inteligência da Penitenciária Federal monitoram o circuito de câmeras, as imagens capturadas são transmitidas ao vivo para a sede da SENAPPEN em Brasília - DF, onde outra equipe de inteligência também acompanha a rotina das 05 cadeias.
Transferência
Nesta quinta, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou a transferência de Vorcaro para a Penitenciária Federal em Brasília. A medida atende a pedido da Polícia Federal durante investigação conduzida sob supervisão da Corte.
O despacho ordena o deslocamento imediato do preso para uma unidade federal com regime de segurança mais rígido.
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