Jorge Messias no STF: entenda as etapas até a sabatina e possível confirmação da vaga
Indicado de Lula deve investir na articulação política, adotando o tradicional ‘beija-mão’ no Congresso e na Esplanada
Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília
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O atual advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda precisa percorrer um caminho de articulação política para garantir os votos necessários para ser aprovado pelo Senado e garantir a vaga no STF Supremo Tribunal Federal).
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias construiu toda sua carreira ligada ao PT (Partido dos Trabalhadores).
Esta é a terceira indicação ao STF feita por Lula em seu terceiro mandato. Pela Constituição, cabe ao presidente da República escolher os nomes para a Corte, mas a nomeação só é efetivada após aprovação dos senadores.
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Sabatina
Apesar da pressão em torno da indicação e da resistência inicial de parte do Senado — que tinha preferência pelo nome do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) —, o histórico mostra que candidatos tendem a ser aprovados com margem segura.
✍️ Sabatina: é um procedimento conduzido pelo Senado para avaliar as qualificações, histórico profissional, integridade moral e posicionamentos jurídicos e políticos de indicados a cargos públicos de grande importância.
Ainda assim, Messias deve investir na articulação política, adotando o tradicional “beija-mão”, passando de gabinete em gabinete para conversar com parlamentares e consolidar apoios.
Recentemente, Paulo Gonet optou por não seguir essa estratégia e viu seu número de votos favoráveis diminuir, embora tenha conseguido a aprovação para permanecer por mais dois anos na PGR (Procuradoria-Geral da República).
A indicação
A escolha tem significado político e simbólico: Lula seguiu atrás de alguém de confiança, com perfil técnico, mas capaz de dialogar com diferentes setores da sociedade — especialmente os movimentos sociais e o segmento evangélico, base que o governo pretende reaproximar antes das eleições de 2026.
Messias, de 45 anos, é procurador da Fazenda Nacional desde 2007, formado em Direito pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e doutor pela UnB (Universidade de Brasília).
Com uma carreira consolidada na administração pública, acumulou funções estratégicas, como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia.
Também ocupou a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior.
Durante o governo de Dilma Rousseff, Messias tornou-se conhecido após vir à tona em interceptações da Operação Lava Jato, quando foi mencionado pela ex-presidente em ligação sobre o termo de posse de Lula.
O episódio lhe rendeu o apelido de “Bessias”, referência usada à época para descrever um assessor discreto e fiel.
Desde então, consolidou-se como um jurista de perfil técnico e estratégico, responsável por pautas sensíveis no governo.
À frente da AGU, defendeu maior regulação das plataformas digitais, enfrentando gigantes da tecnologia e alertando para os riscos da desinformação.
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