Brasília Justiça do DF condena servidores da Cruz Vermelha por irregularidades

Justiça do DF condena servidores da Cruz Vermelha por irregularidades

Os ex-funcionários foram acusados de fraude e desvio de dinheiro no período de 2009 a 2010 

  • Brasília | Giovana Cardoso*, do R7, em Brasília

Sede do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), em Brasília

Sede do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios), em Brasília

MPDFT/Divulgação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) obteve na Justiça a condenação de seis servidores públicos acusados de irregularidades na filial da Cruz Vermelha em Petrópolis, Rio de Janeiro. As ilegalidades, que ocorreram entre o período de 2009 e 2010, foram feitas a fim de favorecer a unidade, segundo denúncia.

As ações ocorreram após um procedimento licitatório realizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), que escolhia a instituição para administrar as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de São Sebastião e Recanto das Emas. Na época, mais de R$ 3,4 milhões foram repassados à sede sem que houvesse alguma prestação de serviço à SES.

Os réus foram condenados pelos crimes de fraude em licitação e peculato, que é subtração ou desvio de dinheiro ou bem público para proveito próprio ou alheio por funcionário público. Uma das ex-dirigentes da sede, Tatty Anna Kroker, também foi incriminada por lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Cruz Vermelha do Rio de Janeiro, Luiz Alberto Lemos Sampaio, e o ex-gestor da sede de Petrópolis, Richard Strauss, foram condenados em 2020 por peculato. Eles devem ressarcir aos cofres públicos em R$ 3.431.098,00.

Na sentença de outros ex-funcionários envolvidos, em 2018, a juíza da Primeira Vara Criminal de Brasília afirmou que o dinheiro desviado poderia representar “a qualificação de um esquema criminoso muito maior, envolvendo entidades cuja função precípua é a ajuda humanitária, mas que, pela cupidez de poucos, foi utilizada para captação de vultosas quantias para interesses escusos”.

A investigação, chamada de Operação Genebra, foi realizada pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) e da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap/PCDF)

*Estagiária sob supervisão de Fausto Carneiro

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