Justiça nega mais um pedido sobre o caso Klebim e mantém Ferrari apreendida
Após juiz negar solicitação da defesa do youtuber Klebim para ter Lamborghini de volta, nova decisão negou restituição de Ferrari
Brasília|Alan Rios, do R7, em Brasília

A Justiça do Distrito Federal negou mais um pedido de restituição de carro de luxo apreendido na Operação Huracán, que apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro fruto de rifas ilegais e chegou a prender o youtuber Klebim. Após a decisão que manteve uma Lamborghini apreendida, a mais recente determinação mantém uma Ferrari com a Polícia Civil.
Carros apreendidos durante a Operação Huracán
Carros apreendidos durante a Operação Huracán
O último pedido foi feito pela defesa do empresário Eduardo Bastos, também investigado. Segundo os advogados, a Ferrari 458 Spider apreendida na operação pertencia a ele, apesar de estar no nome de Kleber Rodrigues de Moraes, o Klebim. A defesa argumenta que, "aparentemente, o que motivou a decisão que determinou o sequestro do bem" foi "o fato de constar como registrado em nome do principal investigado".
Os advogados afirmam que Eduardo já pagou R$ 1,6 milhão pela Ferrari, comprada por R$ 2,7 milhões, e que não há "qualquer elemento que justifique a necessidade de sequestro de bem", já que o "veículo pertence a terceiro", e não a Klebim. O carro é usado por Eduardo de forma profissional, na empresa de produções artísticas que trabalha com divulgação, engajamento em clipes e redes sociais, por exemplo.
Youtuber Klebim estava construindo mansão no Park Way, no Distrito Federal
Youtuber Klebim estava construindo mansão no Park Way, no Distrito Federal
O Ministério Público manifestou outro entendimento. Para o MP, o fato de a Ferrari estar em nome do youtuber Klebim justifica o sequestro do veículo. "A apreensão ainda interessa à persecução penal, devendo a questão da origem do bem e sua forma de aquisição serem devidamente esclarecidas antes de ser tomada qualquer decisão tendente a sua restituição", avaliou.
O juiz concordou com o MP e manteve a Ferrari com a Polícia Civil. Segundo a decisão dele, o sequestro do bem durante procedimento investigativo evita que os suspeitos se desfaçam dos objetos, o que tornaria difícil a reparação do dano, e ressalta que não está claro quem realmente é o dono da Ferrari.
"Embora a empresa requerente junte documentos de suposta transação e comprovantes de transferência, há dúvida razoável sobre a propriedade do veículo e de seu envolvimento nas atividades ilícitas." A decisão também destaca que existem indícios de que o dinheiro usado para compra do carro de luxo seja "proveniente de ilícitos penais".
Outras negativas
Essa é mais uma derrota da defesa dos suspeitos de envolvimento nos crimes apurados pela Operação Huracán. Nesta semana, a Justiça do Distrito Federal negou o segundo pedido dos advogados de Klebim para ter de volta uma Lamborghini e outros 19 carros. Eles alegaram que há risco de os veículos serem danificados sob os cuidados do Estado, já que estariam expostos às condições climáticas, em lugar aberto e sem proteção.
O Ministério Público, no entanto, afirmou que os veículos estão "diretamente relacionados" à prática das atividades ilícitas. A Polícia Civil também se manifestou, informando que os carros estão em um depósito coberto e protegidos da ação do tempo.
Segundo o juiz, "os veículos foram apreendidos cautelarmente e a restituição de sua posse poderia ser interpretada como juízo antecipado de mérito". Ele ainda destacou que o local onde estão guardados os automóveis é adequado e que existe "interesse processual" nessa medida cautelar "até o final da investigação criminal e/ou eventual ação penal".

























