Brasília Lula chama rompimento em Brumadinho de 'crime' e critica Vale por não 'reparar destruição'

Lula chama rompimento em Brumadinho de 'crime' e critica Vale por não 'reparar destruição'

Rompimento da barragem matou 270 pessoas, e parentes de três vítimas ainda aguardam notícias sobre os corpos soterrados

  • Brasília | Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Tragédia completa cinco anos nesta quinta-feira (25)

Tragédia completa cinco anos nesta quinta-feira (25)

Ricardo Stuckert/Presidência da República - 09.01.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (25), em uma rede social, que a mineradora Vale "nada fez" para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, em 2019.

"É necessário o amparo às famílias das vítimas, recuperação ambiental e, principalmente, fiscalização e prevenção em projetos de mineração, para não termos novas tragédias", escreveu o presidente.

Procurada pelo R7, a Vale afirmou que não vai comentar a declaração de Lula. A tragédia completa cinco anos nesta quinta (25).

Em nota divulgada há 10 dias, a empresa alega que já executou, até o momento, 68% dos R$37,7 bilhões previstos no acordo judicial de reparação integral (AJRI). O documento foi assinado em 2021 entre a Vale, o Governo de Minas Gerais, os ministérios públicos Estadual e Federal e a Defensoria Pública de Minas Gerais.

O rompimento da barragem matou 270 pessoas, e parentes de três vítimas ainda aguardam notícias sobre os corpos soterrados pela lama. No começo deste ano, o pagamento de auxílio aos atingidos foi prorrogado até 2026. Eles ainda aguardam a entrega de suas moradias e compensação. Os responsáveis não foram condenados. 

A tragédia completa cinco anos com o processo criminal sem perspectiva de julgamento final. Dos 16 réus na Justiça, pelo menos um ainda não foi citado. O caso está sendo traduzido para o alemão para, enfim, tentar notificar o então gerente da consultora Tüv Süd, empresa que atestou a estabilidade da barragem antes do rompimento.

Responsável pelo laudo, Chris-Peter Meier já teve um pedido de prisão solicitado e seu nome chegou a ser incluído na lista de procurados da Interpol. Ele nunca quis colaborar com a investigação.

Agora, a missão das autoridades brasileiras é encontrá-lo na Alemanha para dar prosseguimento à fase de instrução do processo e evitar futuros pedidos de nulidade.

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