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Lula classifica ação dos EUA na Venezuela como ‘lamentável’ e ‘ameaça a estabilidade’ no NYT

Para presidente, captura de Madura é resultado da erosão do direito internacional e do multilateralismo no mundo

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica a invasão dos EUA na Venezuela como uma ameaça ao direito internacional.
  • O presidente destaca a erosão do multilateralismo e a necessidade de normas globais coletivas.
  • Ele ressalta a preocupação com a estabilidade na América Latina e a importância da autodeterminação dos povos.
  • Lula defende uma agenda regional para atrair investimentos e combater desafios como a pobreza e as mudanças climáticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula publicou artigo em jornal norte-americano neste domingo Ricardo Stuckert / PR - 16.01.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a invasão dos Estados Unidos na Venezuela para prender Nicolás Maduro como um “capítulo lamentável” e uma “ameaça à estabilidade” do direito internacional. As declarações fazem parte de artigo publicado pelo presidente brasileiro no New York Times neste domingo (18).

“Os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a captura de seu presidente em 3 de janeiro são mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”, começa Lula.


O chefe do Palácio do Planalto reforça discurso já feito em outras ocasiões, de que as grandes potências “têm intensificado ataques à autoridade das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança”.

“Quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas. Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, enfraquecendo não apenas Estados individuais, mas o sistema internacional como um todo. Sem regras acordadas coletivamente, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, defendeu.


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O mandatário brasileiro disse que chefes de Estado e de governos, de qualquer país, podem ser responsabilizados por ações que minem a democracia e os direitos fundamentais.

“Nenhum líder detém o monopólio do sofrimento de seu povo. No entanto, não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça. Ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, perturbam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”, observa.


Para Lula, a situação na América Latina e Caribe é preocupante. “Elas trazem violência e instabilidade a uma região do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos. Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, embora forças norte-americanas já tenham intervindo anteriormente na região”, pontua.

Lula reforça que a América Latina e o Caribe abrigam mais de 660 milhões de pessoas, com interesses e sonhos próprios. “Em um mundo multipolar, nenhum país deveria ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos. Construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”, declarou.


Para o presidente, os países latinos e caribenhos devem se empenhar em uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos.

“Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e expandir o comércio dentro da região e com países de fora dela. A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”, diz.

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