Lula chama guerra no Irã de ‘intromissão’ e defende criação de estoque de petróleo
Petista também a guerra no Iraque de “mentira” e disse que as alegações sobre armas nucleares por Saddam Hussein foram fabricadas
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a guerra no Irã e defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo para evitar pressão nos combustíveis em casos de guerras. Na fala, o petista chamou a ação dos Estados Unidos de “intromissão” e condenou o aumento do diesel e gasolina pelo setor privado.
Segundo o petista, os reajustes não têm critério, pois o governo retirou 32% dos impostos relacionados aos produtos. “Mas quando a gente percebe, tem setor privado aumentando. Aumentando sem nenhum critério. Nós colocamos a Polícia Federal, Senacom, Procon, vamos colocar a Receita Federal e o que for necessário para fiscalizar”, disse.
Na última semana, o governo federal zerou as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
Durante a fala, feita durante a cerimônia de anúncio sobre a retomada dos investimentos da Petrobras em Minas Gerais, Lula também chamou a guerra no Iraque de “mentira” e comentou que as alegações sobre a criação de armas nucleares por Saddam Hussein foram fabricadas.
“A gente não pode ter memória curta e a gente não saber que a guerra do Iraque foi uma mentira, inventaram que Saddam Hussein tinha armas nucleares. Cadê a arma nuclear do Sadam Hussem que não apareceu até agora? Da mesma forma que o Getúlio se matou porque foi denunciado por corrupção. Cadê a corrupção que não foi anunciada até agora? Da mesma forma que não deixaram Jucelino ser candidato em 75 porque tinha um apartamento no Rio de Janeiro? Cadê o apartamento?”, disse.
Ao condenar a guerra no Irã, Lula fez outras críticas aos Estados Unidos e à União Europeia, que, segundo ele, falharam ao não ter aceitado o acordo que Brasil e Turquia tiveram com o Irã em 2010.
Na época, o governo iraniano concordou em enriquecer urânio apenas para fins científicos e não para a construção de armas. Entretanto, os norte-americanos e europeus não aceitaram o acordo.
“Se os Estados Unidos e União Europeia tivessem bom senso, eles teriam aceitado o acordo que Brasil e Turquia tiveram com o Irã em 2010. Colocamos no papel, eles não aceitaram. Os americanos não aceitaram, os europeus não aceitaram. Depois, fizeram um acordo mequetrefe e agora inventaram que iam construir bomba atômica, não iam construir bomba atômica”, comentou.
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