Lula defende investimento em IA e diz que Brasil precisa de ‘oportunidades’ para competir com EUA e China
Presidente participou da inauguração de supercomputador no Rio Grande do Norte
Brasília|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (20) investimentos em inteligência artificial e afirmou que o Brasil precisa criar oportunidades para que jovens qualificados permaneçam no país.
Durante evento no Rio Grande do Norte, Lula disse que o país não pode ficar para trás na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.
“Nem chinês, nem americano é melhor do que nós. Nós vamos entrar nesse mercado. Nós vamos provar que os brasileiros, que os nossos acadêmicos e que a nossa juventude não devem nada a ninguém. Eles só precisam de oportunidades”, afirmou.
Lula participou da inauguração de um supercomputador no estado, equipamento que será utilizado em pesquisas científicas e projetos relacionados à inteligência artificial.
Segundo o presidente, o investimento faz parte de uma estratégia para ampliar a capacidade tecnológica brasileira e preparar o país para novas áreas da economia.
“É por isso que nós estamos fazendo essa revolução digital que a gente não quer ficar para trás”, disse.
Governo quer manter jovens no Brasil
Ao defender os investimentos em tecnologia, Lula também falou sobre a necessidade de criar empregos para jovens que chegam ao mercado de trabalho depois da formação universitária.
Segundo o presidente, muitos brasileiros deixam o país depois de se formar por não encontrarem oportunidades profissionais. “Nós queremos dizer para a nossa juventude, você estude, se forme, que a gente vai criar as oportunidades de você”, afirmou.
“Ganhem dinheiro aqui no Brasil. A oportunidade para vocês está aqui no Brasil”, completou.
Lula citou ainda áreas que, na avaliação dele, terão demanda crescente no país, como engenharia, matemática e profissões ligadas ao setor digital.
“Eu não sou contra nenhuma profissão, mas a gente precisa muito de engenheiro. A gente precisa muito de matemático. A gente precisa muito de gente nesse mundo maluco digital”, afirmou.
O presidente também defendeu investimentos em medicina com uso de tecnologia. Segundo ele, o governo pretende ampliar de sete para 15 o número de UTIs com recursos de “medicina inteligente”.
EUA e China
Durante o discurso, Lula citou a concentração do desenvolvimento da inteligência artificial em Estados Unidos e China. Segundo ele, os norte-americanos respondem pela maior parte do setor, enquanto os chineses também avançam na área.
“Hoje, os Estados Unidos têm 65% de toda essa coisa de inteligência artificial. A China deve ter uns 15% ou 20%. E o Brasil não tem nada. Pois a gente quer dizer ao mundo: nem chinês, nem americano é melhor do que nós”, afirmou.
Lula também colocou ciência e tecnologia entre as áreas que, segundo ele, devem ser tratadas como prioridade pelo país, ao lado da educação e da defesa nacional.
“Se a gente quiser ter soberania, a gente tem conhecimento científico e tecnológico”, disse.
O presidente afirmou ainda que o objetivo é preparar o Brasil para deixar de ser um país subdesenvolvido e se tornar uma nação desenvolvida “em todas as áreas”.
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