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Lula precisará negociar com o Centrão e deve ter Michelle como líder da oposição; veja análise

Eduardo Bresciani discute panorama político que antecede o quarto mandato do presidente

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula traça estratégias para seu quarto mandato, reconhecendo a necessidade de mudanças após a forte demonstração da direita no primeiro turno.
  • O governo precisará de "muita paciência" e composições políticas para alcançar a governabilidade, especialmente com um Congresso predominantemente de direita.
  • A governabilidade dependerá de negociações com o centrão, que poderá permitir a aprovação de projetos importantes.
  • Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, é vista como possível líder da oposição no Congresso Nacional, representando a família Bolsonaro.

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Após a vitória no segundo turno, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva traça estratégias para o quarto mandato. Ao mesmo tempo, o Planalto avalia as reações à fuga de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Em entrevista ao Link News, o analista político Eduardo Bresciani discute o panorama político do Brasil.

“Quando você trata de um governo de reeleição, a gente geralmente opera com a lógica de continuidade. E essa lógica talvez não se aplique tanto a este governo. O que tem sido colocado é que o presidente Lula reconhece a necessidade de mudanças. O resultado do primeiro turno, em que a direita demonstrou uma força muito grande, gerou reações já durante o segundo turno.” Segundo Bresciani, isso deve refletir na escolha da equipe ministerial do próximo mandato.

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Ele aponta que será necessária “muita paciência” para se governar. “São muitas variáveis que vão ter que ser equacionadas até esse desenho final, que só deve sair mesmo ali para o final de dezembro”, prevê. No entanto, o especialista diz que uma tendência que se mantém é a de necessidade de composição política.

Assim como em 2022, Lula terá um Congresso predominantemente alinhado à direita do espectro político. “É um Congresso em que a direita ganhou força, em que há ali os partidos de centro como alternativa para se buscar a governabilidade, e o PT ficou mais ou menos do mesmo tamanho, um tamanho que é insuficiente para a aprovação das suas propostas.”

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Apesar do crescimento da direita, Bresciani diz que a governabilidade passará pelo Centrão, com o qual uma boa negociação pode permitir a aprovação de projetos importantes. Quanto à oposição, ele aponta Michelle Bolsonaro como possível líder da bancada contrária ao governo no Congresso Nacional. A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, elegeu-se senadora pelo Distrito Federal.

“Ela é a integrante da família Bolsonaro que ficou no Brasil, que seria mais viável eleitoralmente. Acabou de ter uma vitória super tranquila para o Senado em Brasília, com uma margem muito grande de votos. Michelle Bolsonaro, em alguma medida, traz essa manifestação numa tentativa de se colocar um pouco como porta-voz de Jair Bolsonaro”, aponta.

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