Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Lula quer conversar com Donald Trump sobre crise militar envolvendo a Venezuela

Segundo o presidente brasileiro, a América do Sul é uma “zona de paz” e deve permanecer assim

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula planeja discutir a crise militar na Venezuela com Donald Trump.
  • Lula expressou preocupação com a presença militar dos EUA no Caribe e sua implicação na América do Sul.
  • Trump está aberto a dialogar com Maduro, mas não descarta enviar tropas para a Venezuela.
  • Especialistas acreditam que as ações dos EUA visam desestabilizar o governo venezuelano e possuem interesses no petróleo do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula lembrou ainda o histórico pacífico do continente nos últimos anos Ricardo Stuckert /PR/ 22.11.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que pretende conversar com o presidente americano Donald Trump sobre a crise militar envolvendo a Venezuela e o governo de Nicolás Maduro.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa ao fim do encontro de líderes do G20, na África do Sul.


Veja mais

Segundo Lula, a situação preocupa pela presença militar dos Estados Unidos na região do Caribe.

“Estou muito preocupado e gostaria que não acontecesse nada, nada militarmente na América do Sul. Me preocupa muito o aparato militar que os EUA colocaram no Caribe e eu pretendo conversar com o presidente Trump”, afirmou.


O presidente também destacou que o Brasil tem “grandes responsabilidades na América do Sul”, além de uma extensa fronteira com a Venezuela, o que reforça a atenção sobre o tema.

Lula lembrou ainda o histórico pacífico do continente nos últimos anos.


“A América do Sul é considerada uma zona de paz. Somos um continente sem armas nucleares. O nosso compromisso é trabalhar para se desenvolver e crescer”, disse.

Entenda

O presidente americano Donald Trump afirmou, no último domingo (16), que está aberto para conversar com o líder venezuelano, Nicolás Maduro.


As declarações vêm após Washington enviar o maior porta-aviões para o Caribe e acusar Caracas de tráfico internacional de drogas, com o abatimento de barcos na região.

Maduro afirmou estar disposto a conversar “cara a cara” com o presidente estadunidense, mas voltou a criticar Washington por aumentar a presença militar na América Latina e pelos ataques a embarcações para tentar derrubá-lo.

Apesar de uma possível conversa, Trump declarou que não descarta o envio de tropas para o país sul-americano, além do lançamento de uma ofensiva contra o México para acabar com o tráfico.

Para Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), os motivos das ações de Trump ainda são nebulosas, mas, pelo poderio militar enviado à região, há sinais de intenções de desestabilização do governo venezuelano, não se tratando de operações contra a atuação narcoterrorista na região.

O professor também destaca o interesse do presidente americano no petróleo do país.

Como são ataques pontuais a estruturas alegadamente dos traficantes, como pequenas instalações, aeroportos clandestinos, portos e docas clandestinas, segundo Vitelio, os americanos poderiam esperar uma resposta de Maduro para iniciar um conflito direto.

Ele explica que essa seria uma possibilidade já que, para uma declaração de guerra atualmente, Trump precisaria de uma autorização do Congresso.

“O interesse do Trump, neste momento, é que a oposição que resta dentro da Venezuela se insurja contra o Maduro, inclusive a oposição que resta dentro das Forças Armadas e que não foi morta ou torturada, ou que fugiu da Venezuela, já que a Venezuela é um país com 28 milhões de pessoas, que tem 8 milhões de refugiados”, destaca o professor em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (18).

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.