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Lula questiona Banco Central sobre corte dos juros: ‘Esperava pelo menos 0,5%’

Presidente critica corte de 0,25 ponto na Selic e cobra redução maior em meio a incertezas globais

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula critica o corte de 0,25 ponto na Taxa Selic, esperando uma redução maior.
  • Comitê de Política Monetária (Copom) justificou a decisão devido a incertezas globais, especialmente a guerra no Oriente Médio.
  • A Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano, mas ainda está em um dos maiores níveis desde 2006.
  • Lula destaca a importância de cortes mais significativos para estimular a economia e a geração de empregos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível', declara Lula Paulo Pinto/Agência Brasil- 19.03.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou, nesta quinta-feira (19), o corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, juros básicos da economia. Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o BC (Banco Central) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos na reunião desta quarta-feira (18).

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível”, disse o presidente Lula em evento do governo federal em São Paulo.


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Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic de 15% ao ano para 14,75%. A decisão era esperada pelo mercado financeiro, de acordo com dados do boletim Focus, ainda que parte dos analistas apostasse em uma redução maior. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescentou Lula, em referência aos impactos que a Selic em alta causa na economia, como a desaceleração da atividade econômica.


Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Impacto da guerra

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião desta semana, mas o comunicado divulgado na quarta-feira (18) trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.


A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. A previsão do mercado é de que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano.

Cenário da inflação

A inflação oficial, medida pelo IPCA ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acelerou para 0,7% em fevereiro, pressionada por gastos com educação. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.


Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, por causa do conflito no Oriente Médio.

Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo CNM (Conselho Monetário Nacional), de 3%, podendo chegar a 4,5%, com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

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