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Lula se reúne com Paulo Gonet em meio a envio de relatório da PF ao STF sobre Banco Master

Encontro ocorreu após a PF encaminhar ao STF um relatório produzido com base na perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro

Brasília|Caroline Aguiar, da RECORD, e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e procurador-geral Paulo Gonet se reuniram no Palácio do Planalto.
  • Encontro ocorreu após a Polícia Federal enviar um relatório ao STF sobre o Banco Master.
  • Relatório incluiu menções a ministros, incluindo Dias Toffoli, que é relator de processos do banco.
  • Toffoli negou ter relações com o dono do Banco Master e contestou a legitimidade da PF em solicitar sua suspeição.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula recebeu Gonet na manhã desta quinta-feira no Palácio do Planalto Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta quinta-feira (12), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto. O encontro ocorreu após a Polícia Federal encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório produzido com base na perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo informações já divulgadas, a análise do aparelho identificou documentos com menções ao ministro Dias Toffoli e a outros integrantes da corte. Toffoli é o relator, no STF, dos processos que envolvem o Banco Master.


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Também nesta quinta-feira, o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, encaminhou o relatório da PF à PGR (Procuradoria-Geral da República), órgão chefiado por Gonet.

Por meio de nota, Toffoli argumentou que, juridicamente, a PF não tem legitimidade para pedir que ele se declare suspeito no caso em análise e que essa solicitação se baseou em “ilações”.


Toffoli também afirma que não tem relações com Vorcaro e que nunca recebeu nada dele. O ministro diz que “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado”.

Conexões

O ministro confirmou nesta quinta-feira que é sócio anônimo da empresa Maridt, dirigida pelos dois irmãos dele e que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá.


Em 2021, a Maridt vendeu as fatias no negócio de hospedagem a um fundo de investimentos cujo acionista é o pastor Fabiano Zettel, operador financeiro de Vorcaro, e Toffoli chegou a receber dividendos.

O comprador das fatias foi o fundo Arleen, gerido pela Reag Investimentos, que pertence a Zettel e é investigada por gerir teias de fundos ligados ao Banco Master — além das suspeitas de sonegação bilionária no mercado de combustíveis, por meio de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).


Atualmente, nem o Arleen nem os parentes de Toffoli permanecem formalmente na sociedade. Eles cederam as respectivas cotas para o advogado Paulo Humberto Barbosa, que se tornou sócio único das empresas do resort.

Na nota, o ministro informou que “todos os atos e as informações da Maridt e dos respectivos sócios estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, sem qualquer restrição”.

Toffoli acrescentou que a empresa foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025 e que a distribuição do processo referente ao Caso Master ocorreu em 28 de novembro do mesmo ano. No entanto, em conversas achadas pela PF no celular de Vorcaro, havia mensagens que mencionavam pagamentos ao ministro.

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