Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Moraes libera parte do salário de policial acusado de obstruir investigação do caso Marielle

Em março de 2024, a PGR (Procuradoria-Geral da União) afirmou que Marco Antônio de Barros Pinto atuou depois da morte da vereadora

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News
Moraes multa X em R$ 8 milhões por não apresentar dados de Allan dos Santos Andressa Anholete/STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o desbloqueio de parte do salário do policial Marco Antônio de Barros Pinto, acusado de ter dificultado as investigações dos assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

“Nesse aspecto, da análise dos gastos mensais do investigado, visualiza-se a existência de despesas que não podem ser consideradas de primeira necessidade ou compatíveis com sua realidade econômica. Logo, o pedido formulado de desbloqueio da conta deve ser parcialmente deferido, para permitir que o investigado possa ter disponibilidade de valores decorrentes de seus vencimentos necessários para sua efetiva subsistência”, disse o ministro.


Leia Mais

Em março de 2024, a PGR (Procuradoria-Geral da União) afirmou que o policial atuou depois da morte de Marielle, com o fim de embaraçar as investigações e proteger os seus mandantes e executores materiais.

Em junho de 2024, por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réus os cinco principais suspeitos de terem planejado o assassinato da ex-vereadora: o deputado federal Chiquinho Brazão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão; Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, assessor do conselheiro; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; e o major Ronald Paulo de Alves Pereira.


Prevaleceu o voto do relator da ação, ministro Alexandre de Moraes. Ele disse haver vários indícios de elementos que solidificam as afirmações feitas na delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle.

O crime

Apontados como mandantes do crime, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa foram presos em março de 2024 em uma operação da Polícia Federal.


Autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, o ex-policial militar Ronnie Lessa afirmou em delação premiada que Chiquinho, Domingos e Rivaldo tiveram participação no assassinato.

No relato, Lessa disse, ainda, que Marielle era uma “pedra no caminho” dos irmãos Brazão. “Foi feita a proposta, a Marielle foi colocada como uma pedra no caminho. O Domingos, por exemplo, não tem ‘papas na língua’”, afirmou Lessa aos investigadores.

Além disso, de acordo com o policial, o plano para matar Marielle teve início em setembro de 2017.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.