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Master: presidente interino da CVM nega omissão e diz que tem processos investigando o banco desde 2017

João Uzeda Accioly também afirmou ter enviado ao MPF indícios de irregularidades que embasaram Operação Compliance Zero

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • João Uzeda Accioly, presidente interino da CVM, nega omissões na fiscalização do Banco Master, investigado desde 2017.
  • A CVM já abriu mais de 200 processos em investigação, mas enfrenta falta de pessoal e recursos que atrasam os trâmites.
  • Accioly enviou ao MPF indícios de irregularidades que fundamentaram a Operação Compliance Zero, em junho de 2025.
  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025 devido a uma grave crise de liquidez e violações às normas do SFN.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Accioly negou omissão da CVM Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Uzeda Accioly, negou nesta terça-feira (24) a omissão da autarquia na fiscalização das instituições financeiras ligadas ao Banco Master, investigado por fraude. Accioly justifica que a CVM investiga o Master desde 2017, quando foi adquirido por Daniel Vorcaro.

“A gente começou a mapear o Master, ainda se chamava Maxima, não desde a origem do Maxima, porque ele pertencia a outro grupo. A linha de corte para a gente começar a olhar foi a era em que ele já estava ligado ao senhor Daniel Vorcaro. Então, desde 2017 já tem comunicações. Comunicações que são feitas quando a CVM, quando as áreas de fiscalização, identificam indícios de irregularidade e o processo da CVM corre em paralelo”, disse o presidente interino.


Segundo Accioly, foram identificados mais de 200 processos abertos. Entretanto, as ações ainda estão em fase de apuração. Ao ser questionado sobre a demora no andamento, o representante da CVM alegou a falta de pessoal e recursos.

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João Uzeda foi ouvido na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, grupo que acompanha a liquidação do Banco Master foi criado no âmbito da comissão no início de fevereiro.


Durante a participação, Accioly também detalhou ter enviado ao MPF (Ministério Público Federal), em junho de 2025, indícios de irregularidades ligados ao Banco Master e que basearam a Operação Compliance Zero.

De acordo com João, foram identificadas notas comerciais e títulos emitidos, onde o Master teria emprestado cerca de R$ 500 milhões para uma clínica, que tinha uma receita anual de R$ 50 mil.


“Não sabe se o dinheiro foi para a clínica para depois ir para outro lugar ou se já tinha saído e foi inserido no balanço para criar um ativo”, completou.

BRB

Além das alegações sobre o Master, o presidente interino da CVM disse haver 24 processos de investigação relacionados ao BRB (Banco de Brasília), que tentou comprar a instituição.


Dessas, 19 começaram antes da liquidação do Master, em novembro. Segundo Accioly, os processos envolvem temas como irregularidades na venda de ativos do Master e outros sobre a falsificação de acordos de R$ 12 bilhões.

Escândalo do Master

O Master cresceu rapidamente por meio da oferta de investimentos em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, o banco teria assumido riscos excessivos, a fim de promover operações que “inflassem” o balanço financeiro da instituição.

Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações, segundo investigações da PF e relatórios do BC. Os documentos também apontam para a ocorrência de um colapso não só financeiro, mas também institucional.

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, motivada por séria ”crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN.

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