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André Mendonça chama delegados do caso Master para reunião nesta sexta-feira

Na quinta (12), ministro foi sorteado novo relator dos processos relacionados ao banco, após Dias Toffoli abrir mão dessa função

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça do STF pediu reunião com delegados do caso do Banco Master.
  • Ele foi sorteado como novo relator após Dias Toffoli solicitar a saída do caso.
  • A reunião busca esclarecimentos sobre a investigação e os próximos passos.
  • Toffoli teve documentos encontrados em celular apontando possíveis compromissos de sua imparcialidade, mas os ministros não consideraram necessária sua saída obrigatória.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro André Mendonça é o novo relator, mas medidas adotadas até o momento estão mantidas Gustavo Moreno/STF - 04.02.2026

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu uma reunião com os delegados que apuram o caso do Banco Master. Ele foi sorteado, nessa quinta-feira (12), como o novo relator dos processos, após Dias Toffoli pedir para deixar essa função. Apesar da troca, as medidas adotadas até o momento na ação estão mantidas.

A informação foi confirmada pelo R7. Na reunião, o ministro pretende saber mais sobre o andamento da investigação e os próximos passos dela.


Durante reunião nessa quinta-feira (12) com os demais ministros do STF, Toffoli desistiu de comandar o processo. O encontro foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela PF (Polícia Federal) referente à perícia feita no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A corporação comunicou ter encontrado no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.


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A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Contudo, na reunião, os ministros concluíram que não havia cabimento para que a PF fizesse o pedido de que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do caso Master.

Ainda assim, segundo nota divulgada após o encontro, o próprio Toffoli pediu o envio das peças processuais à Presidência do STF, “considerados os altos interesses institucionais” no assunto.


Na mesma nota, os ministros reconheceram a plena validade dos atos determinados por Toffoli até aquele momento e consideraram não haver suspeição ou impedimento para a atuação do ministro.

O texto também afirma que os colegas de Corte prestaram apoio pessoal ao ministro e destaca que ele atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).


Reunião em clima tenso

O Quarta Instância apurou que o encontro dos ministros, nessa quinta-feira (12), começou em clima tenso.

Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não quis abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que a permanência dele com o processo aprofundaria o desgaste institucional da Corte.

Ao longo da reunião, Toffoli “viu que perderia” a disputa e decidiu ceder. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF. Além disso, a alternativa permitiu preservar, ao menos formalmente, a posição de que não houve suspeição ou impedimento.

O que apontou relatório da PF

Um dia antes, a Polícia Federal havia enviado a Fachin o material produzido a partir da perícia feita no celular de Vorcaro. O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos — entre eles, diálogos com autoridades.

A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados poderiam comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso. Por meio de nota, o ministro comunicou que nunca recebeu dinheiro do banqueiro e que “jamais teve qualquer relação de amizade, e muito menos amizade íntima, com o investigado”.

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