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Mendonça nega compartilhar dados sobre morte de ‘Sicário’ de Vorcaro com CPI

Para o ministro do STF, divulgação de informações neste momento poderia comprometer as investigações em curso

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro do STF, André Mendonça, negou pedidos da CPI do Crime Organizado para compartilhar informações sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão.
  • Mendonça afirma que a divulgação poderia comprometer as investigações que ainda estão em andamento.
  • Os pedidos foram feitos pelo senador Alessandro Vieira, visando entender se a morte está relacionada a práticas criminosas organizadas.
  • Mourão, conhecido como "Sicário" e ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, morreu após se suicidar enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

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Mendonça ressalta que pode reavaliar pedido da CPI quando a fase de apuração estiver concluída Victor Piemonte/STF - 25.03.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça negou nesta semana dois pedidos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado no Senado para compartilhar informações sobre as investigações do Banco Master e da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro.

Mendonça argumenta que as informações apuradas pela Operação Compliance Zero e as investigações sobre as fraudes do Master, sob sua relatoria no Supremo, ainda estão em curso e que há diligências pendentes.


Para o magistrado, a divulgação dos dados neste momento poderia comprometer as investigações. No entanto, ele deixa aberta a possibilidade de reavaliar o pedido no futuro, quando a fase de apuração estiver concluída.

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Os dois requerimentos de compartilhamento de dados são de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e foram aprovados pela CPI na reunião de 11 de março. O parlamentar argumenta que a solicitação é necessária para “compreender se o falecimento de Felipe Mourão evidencia comportamento típico de integrante de verdadeira organização mafiosa”.


Segundo o requerimento, a CPI pretendia apurar se o caso indicava o padrão de organização criminosa em que é preferível a morte “à condenação ou colaboração com as autoridades”. Outro objetivo era avaliar “como esse tipo de conduta pode ser evitado nos estabelecimentos policiais e prisionais, que devem zelar pela integridade física e mental dos custodiados”.

Núcleo de intimidação

Luiz Phillipi Mourão foi preso pela Polícia Federal em 4 de março, mas tentou suicídio no mesmo dia, enquanto estava sob custódia em Minas Gerais. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O ato foi registrado por câmeras de segurança “sem pontos cegos”, segundo as autoridades. A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 e está registrada em cartório. O velório ocorreu no dia 8.


Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, e recebeu o apelido de “Sicário”, que, segundo a própria PF, era condizente com as atividades que realizava para o dono do Banco Master.

O empregado seria o responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro. Ele não chegou a cometer assassinatos, segundo a corporação, mas era responsável pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça — batizado de “A Turma” em um grupo de WhatsApp encontrado no celular de Vorcaro.


Além disso, Mourão foi acusado de obter informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal, do FBI e da Interpol.

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