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Brasil e Estados Unidos fecham acordo de cooperação contra crime organizado

Ministro da Fazenda declarou que parceria deve aumentar troca de informações entre os dois países para combater esses esquemas

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro firmou um acordo de cooperação com os EUA para combater o crime organizado.
  • A parceria visa aumentar a troca de informações entre a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection.
  • O programa "remote targeting" permitirá monitorar contêineres sem necessidade de deslocamento físico das autoridades.
  • O acordo é considerado um avanço na segurança e integração das informações de inteligência entre os dois países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou parceria entre os países das Américas nesta sexta Alan Santos/PR - Arquivo

O governo federal fechou um acordo de cooperação com os Estados Unidos para combate ao crime organizado e aumento da troca de informações entre os dois países. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a parceria envolve a Receita Federal e a agência federal de alfândega e proteção de fronteiras dos EUA — a U.S. Customs and Border Protection.

A ideia é de que o acordo, fechado nesta sexta-feira (10), permita o avanço da cooperação integrada entre as partes, por meio de medidas que envolvam inteligência e inteligência financeira.

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O ministro brasileiro comentou que as medidas permitem deixar tanto o Brasil quanto os EUA “mais seguros”. “Hoje marca o primeiro passo relevante depois da conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, no sentido de avançarmos na cooperação em combate ao crime organizado”, disse Durigan.

Um dos programas previstos no acordo vai possibilitar que as autoridades brasileiras e norte-americanas atuem a distância contra alvos, sem necessidade de viagens ou intercâmbios. O “remote targeting”, por exemplo, permitirá aos Estados Unidos avaliar contêineres que saem de portos. A medida visa detectar eventuais armas e drogas que estejam a caminho do Brasil.

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“A partir desse primeiro raio-x, dessa formação de imagem bruta, haverá uma informação de inteligência dos Estados Unidos, e as duas serão encaminhadas a distância, de maneira digital e em fluxo contínuo entre os Estados Unidos e o Brasil”, completou Durigan.

Facções criminosas e ‘terrorismo’

Ainda em relação ao crime organizado, a possibilidade de os Estados Unidos classificarem como grupos terroristas facções criminosas brasileiras como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) tem retido a atenção do governo federal no campo diplomático recentemente, devido às possíveis consequências de uma medida como essa.

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Atualmente, o PCC e o CV são considerados internacionalmente como organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. Caso elas passem a ser classificadas como grupos terroristas pelos EUA, o enquadramento mudaria a forma como o governo estadunidense poderia agir no país, sob alegação de combater esses grupos.

Em nota enviada ao R7, o Departamento de Estado dos EUA informou que o país norte-americano considera organizações criminosas brasileiras, inclusive o PCC e o CV, “ameaças significativas à segurança regional, devido ao envolvimento [delas] com tráfico de drogas, violência e crimes transnacionais”.

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“Não antecipamos possíveis designações terroristas nem comentamos deliberações sobre esse tipo de classificação. Estamos plenamente comprometidos em tomar as medidas apropriadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”, informou o órgão à reportagem, no início de março.

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