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Ministros veem desrespeito ao TSE em julgamento no STF para governador-tampão no Rio

Após pedido de vista feito por Flávio Dino, André Mendonça declara que não acha adequado deixar a situação do estado indefinida

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros do STF criticam desrespeito ao TSE durante julgamento sobre eleição para mandato-tampão no Rio.
  • André Mendonça defende que a situação não pode permanecer indefinida e expressa preocupação com a liminar atual.
  • Cármen Lúcia, presidente do TSE, concorda e ressalta a agressividade na assunção de competência antes de o TSE se pronunciar.
  • O julgamento analisa se a escolha deve ser direta pelos eleitores ou indireta pelos deputados estaduais, com placar atual de 2 a 1.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mendonça: 'Se é para pedir vista e manter uma situação de indefinição, prefiro antecipar meu voto' Rosinei Coutinho/STF - 12.06.2025

Durante julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a forma de eleição para um mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro, o ministro André Mendonça e a ministra Cármen Lúcia concordaram que houve desrespeito ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Mendonça se manifestou após o ministro Flávio Dino pedir mais tempo para analisar o caso. Na ocasião, Dino declarou que prefere aguardar a publicação do acórdão do TSE sobre o tema, afirmando que uma definição prévia da corte eleitoral pode esclarecer pontos controvertidos.


Ao pedir a palavra, Mendonça disse que não achava adequado deixar a situação indefinida no Rio de Janeiro.

“Então, ainda mais mantendo-se uma liminar [que mantém o desembargador Ricardo Couto como governador interino]. Se é para pedir vista e manter uma situação de indefinição, prefiro antecipar meu voto. Acho que houve um quesito da decisão do TSE, um questionamento antecipado, ainda sem publicação [de acórdão]. Na minha perspectiva, houve um atravessamento e deslegitimação do TSE no exercício das suas atribuições”, argumentou.


Conduta ‘agressiva’

A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, concordou com Mendonça e destacou que houve uma conduta agressiva. “A conduta de assunção de competência antes de exaurir a competência do TSE foi, sim, uma assunção indevida, muito agressiva contra o TSE. Não existe acordão prolatado”, sustentou.

Os processos são relatados por Luiz Fux e Cristiano Zanin. A corte discute se a eleição deve ser feita de forma direta (mediante voto dos eleitores) ou indireta (por escolha dos deputados estaduais). Por enquanto, o placar é de 2 a 1 a favor do pleito indireto.


O caso foi parar no STF após o ex-governador Cláudio Castro deixar o cargo um dia antes de ser condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022 — acusações que ele nega.

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