Brasília Menina de 5 anos encontrada morta em incêndio pode ter sido esganada 12 horas antes

Menina de 5 anos encontrada morta em incêndio pode ter sido esganada 12 horas antes

Mãe teria ateado fogo no apartamento horas depois da morte da criança; hipótese de tentativa de suicídio foi descartada

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7,e Pedro Canguçu, da Record TV

Incêndio em apartamento em Taguatinga; menina de 5 anos morreu no local

Incêndio em apartamento em Taguatinga; menina de 5 anos morreu no local

Reprodução / Record TV

A menina de 5 anos encontrada morta após incêndio em um apartamento em Taguatinga, no Distrito Federal, pode ter sido asfixiada 12 horas antes de o fogo ter tomado conta do local. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio. Segundo informações obtidas pela Record TV, a menina apresentava sinais de esganadura. Além disso, durante as manobras de tentativa de reanimação, os socorristas verificaram que o corpo da criança estava "extremamente gelado", sinal de que ela estaria morta há horas. A mãe da criança foi presa em flagrante e conduzida à delegacia.

Ao Balanço Geral, o delegado Mauro Aguiar, da 17ª DP (Taguatinga Norte), disse que a mulher pode ter ateado fogo no apartamento horas depois da morte da criança. "A possibilidade maior é que ela tenha matado essa criança 12 horas antes do incêndio", afirmou. 

De acordo com o boletim de ocorrência, os socorristas tentaram reanimar a menina, mas o corpo dela já "estava extremamente gelado". Um dos bombeiros tentou fazer respiração boca a boca na vítima, "porém a boca estava rígida e gelada, o que indica que a morte provavelmente não aconteceu naquela hora".

Em relato aos bombeiros, a mulher de 32 anos disse que não era para a criança estar no apartamento. Ela afirmou que usou álcool e bebida para provocar o incêndio na sala do imóvel. "Ela ia sair com o tio dela, e o tio dela não [a] levou. Eu ia sozinha, ia morrer sozinha hoje", disse aos socorristas.

Contudo, a hipótese de tentativa de suicídio foi descartada pela investigação porque a mulher foi à casa de um vizinho após ter ateado fogo no apartamento. 

Uma fonte ouvida pela Record TV disse que a mãe da criança ficou calada durante o interrogatório. No entanto, já na cela, ela afirmou que estava com depressão e a intenção era matar a filha e se matar depois, mas se arrependeu e saiu pela janela. Ainda de acordo com a fonte, os bombeiros disseram no local que acham que se trata de um caso de esganadura. 

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