Messias Donato quer que Saúde explique prejuízo de R$ 260 milhões com vacinas vencidas
Pedidos de informação são direcionados ao Ministério da Saúde e ao TCU; deputado quer saber se houve omissão em relação às vacinas
Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) protocolou nesta terça-feira (24) dois pedidos de informação solicitando ao Ministério da Saúde e ao TCU (Tribunal de Contas da União) que expliquem um suposto prejuízo de R$ 260 milhões devido ao vencimento de doses da vacina CoronaVac.
O parlamentar questiona se o ministério adotou critérios adequados na compra das doses, levando em conta o risco de desperdício, e pede explicações sobre o motivo pelo qual a pasta isentou o Instituto Butantan da responsabilidade de substituir lotes com validade curta. O requerimento também pede que o ministério apresente planos para evitar desperdícios em futuras compras de vacinas e insumos.
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Já o pedido de informação encaminhado ao TCU solicita a confirmação da validade das doses da CoronaVac, o detalhamento do controle de estoques e as medidas adotadas para evitar desperdícios. Além disso, quer saber sobre possíveis falhas ou morosidade no processo de compra e na logística de distribuição das vacinas. Ambos os pedidos foram apresentados à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Para o deputado capixaba, se a má conduta for comprovada, os responsáveis devem ser responsabilizados para “servir de exemplo para que esse tipo de erro não se repita, garantindo que o interesse público prevaleça sobre interesses administrativos ou políticos”.
O R7 procurou o Ministério da Saúde para se posicionar sobre o tema e aguarda resposta. O espaço segue aberto.
Aumento de casos de Covid-19
Na semana passada, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançou um novo Boletim InfoGripe, que mostrou que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave estão aumentando por causa da Covid-19 em várias partes do Brasil. Os estados mais afetados são o Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O boletim explica que o crescimento dos casos entre crianças e adolescentes até 14 anos nas regiões Centro-Sul e em alguns estados do Norte e Nordeste está ligado ao rinovírus. Porém, há sinais de que os casos de Covid-19 estão diminuindo em algumas áreas, e outras estão vendo uma queda nas internações por rinovírus.
Para crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus são as principais causas de internações e mortes. Entre os idosos, a Covid-19 ainda é a principal causa de morte por SRAG, seguida pelo influenza A.














