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Messias poderá ser convocado para CPMI do INSS após votação desta quinta-feira (27)

Presidente da comissão, senador Carlos Viana afirma que pautará a convocação do novo indicado ao STF

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília e Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jorge Messias pode ser convocado para a CPMI do INSS que investiga desvios financeiros.
  • O senador Carlos Viana pautará a convocação durante a sessão desta quinta-feira.
  • A sabatina de Messias no Senado, marcada para dezembro, gera tensões no governo.
  • Investigações apontam fraudes em entidades que geriam serviços para aposentados e pensionistas.

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Jorge Messias determina investigação de denúncias no Pará
Messias foi indicado pelo presidente Lula para a vaga deixada por Barroso no STF Valter Campanato/Agência Brasil - 31.5.2023

Em meio a tensões sobre sua sabatina no Senado Federal, Jorge Messias poderá ser convocado para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que apura desvios bilionários em contas de aposentados e pensionistas.

O anúncio sobre a possível convocação foi feito pelo presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que afirmou, por meio de uma postagem em suas redes sociais, que pautará o tema durante a sessão desta quinta-feira. “Os parlamentares terão a oportunidade de votar contra ou a favor”, escreveu (veja a seguir).


Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF (Supremo Tribunal Federal). O cenário é de apreensão no governo, que teme a rejeição do atual chefe da AGU (Advocacia- Geral da União) em sabatina, marcada para 10 de dezembro. A tensão se dá porque o presidente da casa, Davi Alcolumbre (União-AP), defendia a indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à Corte.

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Investigações da Polícia Federal apontam que algumas das instituições envolvidas no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS não tinham qualquer estrutura para oferecer os serviços contratados.


Também foram identificadas inconsistências nos cargos de presidência. Em um dos casos analisados, em maio de 2021, a instituição era presidida por uma idosa de 81 anos.

Segundo o relatório, a situação “poderia comprometer suas ações à frente da entidade, beneficiários de aposentadoria por incapacidade permanente e/ou sem experiência empregatícia formal, o que pode indicar eventual comprometimento da capacidade para gerenciamento das entidades.”


Em outro caso, a presidência era ocupada por uma mulher de 86 anos, pensionista do serviço público federal.

Além disso, ela estava inscrita no CadÚnico (Cadastro Único) — sistema do governo federal responsável pelo registro de famílias beneficiárias de programas sociais —, com uma renda per capita de R$ 1.320.

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