Ministro André Tavares, do TSE, vota para tornar Bolsonaro inelegível
Julgamento segue no plenário da Corte; até as 13h desta terça, o placar está em 3x1 pela condenação do ex-presidente
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

O ministro André Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral, votou nesta quinta-feira (29) para tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. O julgamento continua com o voto de outros ministros. O placar está em 3x1 pela condenação do ex-presidente. Até o momento, o relator, Benedito Gonçalves, e os ministros Floriano Marques e Raul Araújo votaram no julgamento. Os quatro ministros votaram para absolver Braga Netto.
A ação, que corre em sigilo na Corte, apura a conduta de Bolsonaro durante a reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada em julho do ano passado. Na ocasião, o ex-presidente levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou o sistema eleitoral brasileiro.
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Para o ministro, não há apenas a "mera falta de rigor em certas proclamações", mas a "inequívoca falsidade perpetrada".
“Com invenções, distorções severas da realidade, dos fatos e dos dados empíricos e técnicos, chegando ainda a caracterizar uma narrativa delirante, com efeitos nefastos na democracia, no processo eleitoral, na crença popular em conspirações acerca do sistema de apuração dos votos”, disse.
André Tavares trouxe o dado de que Bolsonaro questionou o sistema eleitoral brasileiro por, pelo menos 23 vezes, somente em 2021. O ministro considerou que é inviável a Justiça Eleitoral ignorar os fatos. "É possível constatar ataques infundados que se escoraram em boatos", disse o ministro.
“Com a roupagem de debate público, o investigado [Jair Bolsonaro], na realidade, proferiu sérias acusações sem estar amparado minimamente por um acervo comprobatório que sustentasse tais conjecturas, incorporando a seu discurso invenções, mentiras grosseiras, fatos forjados, distorções severas. Não é pouco, mais do que mentiras, forma-se um pool de perturbações severas à democracia e às instituições com intuito eleitoral”, afirmou.













