Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro após alta médica
Ex-presidente deve voltar a cela da Polícia Federal
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar humanitária após a alta hospitalar dele. De acordo com o ministro, a defesa não trouxe os motivos determinantes para o pedido.
O pedido foi apresentado pela defesa na quarta-feira (31). Os advogados solicitavam que, depois da alta médica, Bolsonaro fosse encaminhado diretamente para prisão domiciliar, sem retorno à Polícia Federal.
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Segundo Moraes, não há requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar humanitária. O ministro ressaltou que, diferentemente do que alegou a defesa, os documentos médicos indicam melhora no quadro clínico de Bolsonaro após a realização de cirurgias eletivas, sem agravamento do estado de saúde.
A decisão também menciona reiterados descumprimentos de medidas cautelares impostas anteriormente, além de atos considerados concretos para tentativa de fuga, incluindo a destruição da tornozeleira eletrônica.
Esses fatores, de acordo com Moraes, reforçam a necessidade de manutenção do cumprimento da pena em regime fechado para garantir a aplicação da lei penal e o cumprimento de decisão judicial já transitada em julgado.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, além do pagamento de 124 dias-multa.
Na decisão, Moraes destacou ainda que todas as prescrições médicas indicadas pela defesa podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.
O local conta, segundo o despacho, com plantão médico 24 horas, além de acesso irrestrito aos médicos particulares do réu, autorização para fisioterapia, fornecimento de medicamentos e entrega de alimentação preparada por familiares.
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