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Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro após alta médica

Ex-presidente deve voltar a cela da Polícia Federal

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes nega pedido de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após alta médica.
  • A defesa não apresentou motivos suficientes para justificar a solicitação.
  • Moraes citou histórico de descumprimento de medidas cautelares e tentativas de fuga como razões para manter Bolsonaro na prisão.
  • O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento em trama golpista, com atendimento médico disponível na Policia Federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em um hospital particular de Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 14.09.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar humanitária após a alta hospitalar dele. De acordo com o ministro, a defesa não trouxe os motivos determinantes para o pedido.

O pedido foi apresentado pela defesa na quarta-feira (31). Os advogados solicitavam que, depois da alta médica, Bolsonaro fosse encaminhado diretamente para prisão domiciliar, sem retorno à Polícia Federal.


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Segundo Moraes, não há requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar humanitária. O ministro ressaltou que, diferentemente do que alegou a defesa, os documentos médicos indicam melhora no quadro clínico de Bolsonaro após a realização de cirurgias eletivas, sem agravamento do estado de saúde.

A decisão também menciona reiterados descumprimentos de medidas cautelares impostas anteriormente, além de atos considerados concretos para tentativa de fuga, incluindo a destruição da tornozeleira eletrônica.


Esses fatores, de acordo com Moraes, reforçam a necessidade de manutenção do cumprimento da pena em regime fechado para garantir a aplicação da lei penal e o cumprimento de decisão judicial já transitada em julgado.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, além do pagamento de 124 dias-multa.


Na decisão, Moraes destacou ainda que todas as prescrições médicas indicadas pela defesa podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal.

O local conta, segundo o despacho, com plantão médico 24 horas, além de acesso irrestrito aos médicos particulares do réu, autorização para fisioterapia, fornecimento de medicamentos e entrega de alimentação preparada por familiares.

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