Eduardo Leite aceita decisão por Caiado, mas critica: ‘Tende a manter polarização radicalizada’
Governador gaúcho reagiu à escolha do partido após ser preterido na disputa interna pela pré-candidatura presidencial
2026|Do R7
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O PSD escolheu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. O anúncio ocorre nesta segunda-feira (30), na sede da sigla em São Paulo, às 16h. E a decisão não passou em silêncio.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o nome preterido na disputa interna, usou as redes sociais para reagir — e o recado foi direto.
“Hoje, o meu partido, o PSD, tomou uma decisão importante ao definir o seu caminho para a eleição presidencial. Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção”, declarou Leite.
Veja:
Polarização
Sem citar Caiado pelo nome, o governador gaúcho deixou claro o que pensa sobre o rumo escolhido pelo partido.
“O Brasil está cansado, muito cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos. E, com toda a franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”, apontou.
A fala ecoa uma declaração feita por Leite na semana passada, quando subiu o tom na disputa interna: “O PSD vai ter que decidir, afinal, se vai ser um partido que vai defender indulto, anistia, ou se vai ser um partido que vai falar de um Brasil diferente.”
Centro que ficou pelo caminho
Leite aproveitou o discurso para reafirmar sua visão de política e deixar uma mensagem aos apoiadores. “Existe sim no Brasil um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real, por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito”, discursou.
E continuou afirmando o “desejo por uma política que não precisa gritar para ser ouvida” ou que não precisa “dividir para existir” e tratar “quem pensa diferente como inimigo”.
“Eu acredito num centro liberal, democrático, de verdade, não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro. Não fique olhando para os conflitos do passado”, continuou.
Com o futuro político incerto — chegou a falar em disputar o Senado, mas depois disse pretender concorrer somente à Presidência —, Leite encerrou o pronunciamento com tom de resistência.
“Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta. Se não for agora, vai ser logo ali adiante [...]. E eu sigo comprometido com isso ao Brasil, hoje, amanhã e sempre”, concluiu.
Como Caiado chegou à frente
A definição pelo nome do governador goiano encerra semanas de articulação interna. O processo só ganhou contornos definitivos após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que avaliou dificuldades políticas e pessoais, incluindo a condução de sua sucessão no estado.
Com o caminho aberto, dirigentes do PSD concluíram ser inviável contornar Caiado, sobretudo após sua filiação à sigla em março — ele era filiado ao União Brasil.
Levantamentos internos do partido indicavam desempenho semelhante entre os dois governadores — 4% para Caiado ante 3% para Leite nas pesquisas Quaest e Datafolha. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, chegou a dizer que as pesquisas não seriam o critério principal para a decisão.
A candidatura ainda precisará ser confirmada em convenção partidária prevista para o meio do ano.
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